UM DIA DE CHEERLEADER NO FABR

UM DIA DE CHEERLEADER NO FABR

Neste universo incrível do futebol americano, muitas meninas do NFL Luluzinha Club tiveram experiências in loco incríveis, como visitar estádios, assistir jogos nos Estados Unidos e tudo mais. Mas e as outras funções, como cheerleader, vocês estão por dentro?

A experiência dessa vez foi aqui mesmo, no Brasil, e não foi com jogadores, nem estádios importantes recebendo jogos importantes, tampouco com dirigentes. Foi com uma das figuras que às vezes desconhecemos as funções ou nos deixamos levar por clichês de filmes de Hollywood: as cheerleaders.

Primeiramente, vamos lá: qual a função de uma cheerleader? Conversei com a Hallynne Souza, capitã das Cheerleaders do Brown Spiders e ela explicou:

“A principal função de uma cheerleader é animar a torcida do início ao fim do jogo, fazendo com que passem uma energia positiva aos jogadores e que não percam o ânimo em nenhum momento, além de fazer apresentações nos jogos, o que já virou uma tradição no Brown Spiders, por exemplo. No nosso caso, além de torcer e se apresentar, nós auxiliamos o time em eventos e buscamos sempre incentivar os jogadores com gestos de carinho, seja uma mensagem antes do jogo ou um cumprimento no final. Nós acreditamos muito no nosso time e mesmo nos momentos difíceis vamos estar lá por eles, torcendo muito e animando ainda mais!”

Além de torcer e incentivar, as cheerleaders ainda participam de ações sociais do time em hospitais, orfanatos e arrecadações para instituições e ONGs. 

Temos também algumas diferenças para as cheerleaders da NFL. O nosso parceiro The Playoffs entrevistou as cheerleaders brasileiras no Miami Dolphins, Ana, Erica e Vera. Confira aqui e conheça um pouquinho do universo delas.

Eu, Carolana, fui fazer uma espécie de “sentindo na pele” de uma maneira bem legal e animada. Passei a tarde com as cheerleaders do Brown Spiders FA, treinando e “ensaiando” como se eu fosse uma delas. Entrei na personagem e percebi que a vida de uma cheerleader não é só chacoalhar pompons e sorrir o tempo todo. É bem mais corrida e trabalhosa do que isso.

Um dia de Cheerleader

Logo que cheguei, fui muito bem recepcionada por todas as meninas, que entraram na onda do “laboratório” e atenderam meu pedido: esqueçam que estou fazendo matéria e finjam que sou uma cheerleader nova. Me deram um uniforme e amarraram meu cabelo com o lacinho tradicional de todos os jogos.

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Quando digo que entrei na personagem, não foi pela metade, não.

Já começamos com um alongamento básico, que a maioria conhece: tríceps, para mãos e punhos, braços e ombros, tocar os pés lá embaixo (esse prefiro não comentar, pois minha elasticidade não permite). Depois dos alongamentos, fizemos também polichinelos e pequenos trotes (corridas) para alongar as pernas, deixando-as lá atrás (prefiro não entrar em maiores detalhes nessa parte também, pelo mesmo motivo acima).

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A tal da “corridinha” para alongar as pernas.

Todas alongadas, hora de começar algumas coreografias. Elas me ensinaram as que mais usam, que é quando o time está em campo e elas estão chamando a torcida. Ah, um detalhe: a “cheer face” deve estar sempre em dia, nada de esquecer o sorrisão!

Após as sideline cheers (musiquinhas que cantam quando estão em campo), foi a hora de aprender alguns movimentos. Nunca pensei que minha coordenação motora fosse tão ruim! As meninas fazem com uma facilidade incrível, mas fui lá e tentei. Os movimentos que usamos foram os saltos T, salto X e Toe Touch. O toe touch foi o que mais demorei para aprender e o que me rendeu algumas dores na virilha, e se você não conhece, pode conferir esse movimento aqui.

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Sideline Cheers, quando finalmente aprendi

 

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O toe touch realizado com (quase) sucesso. A meninas foram brasileiras e não desistiram de mim.

Os principais movimentos

A parte mais divertida foi a de elevações. Muita gente conhece esse movimento, que geralmente mostram nos filmes, mas eu não imaginava que exigia tanta técnica assim.

As elevações também são chamadas de STUNTS. A flyer é a pessoa que fica lá em cima, que é levantada pelas outras, as chamadas BASES LATERAIS. Eu fui flyer, base lateral e servi de apoio para segurar a flyer por trás, auxiliando-a a subir nas bases laterais. Ser base lateral é um ótimo exercício para pernas, pois haja força! Fiquei meio insegura no começo, tanto de cair, como de deixar a flyer cair, mas no fim correu tudo bem – exceto quando quase tivemos um acidente (risos).

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Eu sendo flyer. Estou rindo, mas é de nervoso apesar das minhas duas ótimas bases laterais.

 

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Eu, como base lateral. E o medo de deixar a menina cair?

Me ensinaram também uma elevação que literalmente joga a cheer para cima. Essa foi melhor deixar para quem sabe, pois é um movimento um pouco mais arriscado.

Além do movimento ilustrado abaixo, tem também a “panqueca”, em que a cheer rola igual uma panqueca no meio das outras. Tem também os espacatos, que minha flexibilidade horrível não permite. E as estrelinhas, que é lindo ver os outros fazendo, mas eu nunca aprendi nas brincadeiras escolares.

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Vamos deixar para quem sabe, né? Sensacionais!

Amor eterno às cheerleaders

Dentre as coreografias, movimentos e técnicas, aprendi um pouco mais sobre o mundo das meninas que animam as torcidas. Existem diferenças entre as cheerleaders que ficam em campo e aquelas que fazem competições. Inclusive, tivemos um campeonato de cheerleading em 2016, no Rio de Janeiro.

Depois de muitas risadas, falta de jeito e aprendizado, um agradecimento especial às Brown Spiders Cheers, que me receberam com muito carinho, paciência e entraram na brincadeira para fazermos uma matéria bem legal. E também à fotógrafa Emanuelle Mattos, que colaborou demais com a ilustração dessa matéria e clicou momentos sensacionais que tivemos naquela tarde.

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Muito obrigada, meninas!

Tem muito mais

Se você quer ser uma cheerleader, aqui vão algumas espalhadas pelo Brasil:

Sada Cruzeiro Cheerleaders – Belo Horizonte

Helgas e Hagares UFPR – Curitiba

Crococheers – Curitiba 

Marrecats Cheerleading – Francisco Beltrão 

Esquadrão Fantasma – João Pessoa

Cheerleaders Bulldogs – Santa Maria 

Lions Cheerleaders – São Paulo

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