TRUMP X NFL: RESUMO DOS PROTESTOS DA SEMANA 3

TRUMP X NFL: RESUMO DOS PROTESTOS DA SEMANA 3

Quando o Presidente Donald Trump discursou contra os protestos na NFL na última sexta-feira (22), ele certamente não imaginava a repercussão que teria. De um lado ao outro da Liga, franquias e jogadores se uniram para demonstrar aversão às palavras do presidente americano.

Aqui vai um resumo de tudo o que aconteceu.

Baltimore Ravens @ Jacksonville Jaguars

Foto: ABC News

A primeira manifestação contra as palavras de Trump veio direto da terra da rainha. O Baltimore Ravens jogou contra o Jackonville Jaguars em Londres, na primeira partida após o famigerado discurso. Durante a execução do hino nacional, os jogadores de ambos os times permaneceram na beira do campo de braços dados, enquanto outros ajoelharam. Entre eles estava o dono dos Jaguars, Shahid Khan, o primeiro proprietário de uma franquia a participar ativamente dos protestos.

Houston Texans @ New England Patriots

Foto: New York Times

A participação dos Patriots nos protestos deste domingo foi sem dúvida uma surpresa. Com o apoio ao presidente do dono na franquia, Robert Kraft, e da estrela do time, Tom Brady, muitos achavam que nenhum jogador participaria ativamente das manifestações. O que aconteceu, no entanto, foi uma surpresa.

Enquanto “The Star-Spangled Banner” ressoava pelo Gillette Stadium, jogadores de ambas as franquias permaneceram na sideline de braços dados. Alguns jogadores da franquia de Boston ficaram ajoelhados ao lado dos companheiros.

Seattle Seahawks @ Tennessee Titans

Foto: New York Times

Ao contrário dos Patriots, o Seattle Seahawks sempre demonstrou seu repúdio às palavras de ódio constantemente proferidas por Donald Trump. Michael Bennett, um dos principais jogadores da franquia, participa dos protestos durante o hino desde a última temporada. Por isso, quando a franquia anunciou que permaneceria dentro do vestiário durante a execução deste, foi algo esperado.

“Como um time, nós decidimos que não vamos participar do hino nacional. Não ficaremos de pé pela injustiça que atormenta pessoas de cor neste país. Por amor pelo nosso país e em homenagem aos sacrifícios feitos em nosso nome, nos unimos para opor-nos àqueles que negariam nossas liberdades mais básicas”.

A surpresa veio por parte do Tennessee Titans, que assim como a equipe adversária, também não entrou em campo para o hino. E, ao contrário do que aconteceu em alguns estádios, onde torcedores vaiaram a atitude dos jogadores em campo, os fãs em Nashville permaneceram calados durante toda a execução do hino americano. Apenas ao fim os jogadores de ambas as franquias entraram em campo.

Atlanta Falcons @ Detroit Lions

Foto: ABC News

Em Detroit outra surpresa tomou conta do “The Star-Spangled Banner”. Durante sua execução, Arthur Blank, dono do Atlanta Falcons, permaneceu junto com seus jogadores. Já do lado do Detroit Lions, Martha Ford marcou presença junto com suas três filhas, de braços dados aos jogadores.

Tampa Bay Buccaneers @ Minnesota Vikings

Foto: New York Times

Na partida do Tampa Bay Buccaneers contra o Minnesota Vikings, ambas as equipes demonstraram apoio aos protestos ao também permanecerem de braços unidos. Nenhum dos jogadores dos Vikings se ajoelhou, no entanto, todo o elenco do time, assim como os donos dos times também participaram.

New York Giants @ Philadelphia Eagles

Foto: New York Times

O dono do Philadelphia Eagles também se juntou à lista de proprietários a apoiar ativamente os protestos. Alguns jogadores também escolheram o momento para demonstrar apoio a Malcom Jenkins, que desde a temporada de 2016 vem levantando o punho em protesto.

Já no New York Giants, Olivier Vernon, Landon Collins e Damon Harris foram os primeiros jogadores da franquia a se ajoelharem, enquanto o resto do elenco permaneceu com os braços dados. Odell Beckham Jr. celebrou um de seus touchdowns com os punhos erguidos e outro imitando um cachorro, que segundo ele foi uma resposta ao linguajar usado pelo presidente.

Pittsburgh Steelers @ Chicago Bears

Foto: Divulgação

Momentos antes do início da partida contra o Chicago Bears, o Pittsburgh Steelers anunciou que seus jogadores não participariam da execução do hino nacional. E foi o que aconteceu. Enquanto o hino americano tocava no Soldier Field, apenas um jogador ficou fora do túnel. Mais tarde, Alejandro Villanueva, ex-soldado, disse ter se arrependido da ação, por mostrar falta de companheirismo para com sua equipe.

Os jogadores dos Bears permaneceram na sideline de braços dados.

Cleveland Browns @ Indianapolis Colts

Foto: New York Times

Através do Lucas Oil Stadium, as vaias da torcida competiam com o hino. Os jogadores do Cleveland Browns e do Indianapolis Colts, no entanto, não se deixaram intimidar. Por volta de 20 jogadores dos Browns escolheram ajoelhar durante o hino nacional.

“Nós não devemos deixar comentários equivocados, desinformados e divisivos do presidente ou de qualquer outro dissuada nossos esforços para unificar. Nossa posição em apoio às liberdades de expressão pacífica e pessoal oferecida aos nossos jogadores e todos os americanos permanecerão fortes, e continuaremos incentivando nossos jogadores a utilizar respeitadamente sua plataforma para inspirar mudanças positivas em nosso país e em toda a sociedade”. Jimmy e Dee Haslam, proprietários do Cleveland Browns.

Assim como outros times, os jogadores dos Colts de braços dados, enquanto alguns ajoelharam.

Denver Broncos @ Buffalo Bills

Foto: New York Times

Desde a última temporada, alguns jogadores do Denver Broncos participam ativamente dos protestos. Dessa vez, cerca de 30 jogadores se ajoelharam enquanto o hino nacional tocava.

Do outro lado, o elenco do Buffalo Bills entrou junto em campo e alguns jogadores também se ajoelharam. Já LeSean McCoy, RB da equipe continuou se alongando durante a execução do hino. A atitude do jogador dividiu opiniões.

Kansas City Chiefs @ Los Angeles Chargers

Foto: New York Times

A decisão de participar ou não dos protestos tinha um fator a mais para os jogadores do Kansas City Chiefs. Isso porque Clark Hunt, o dono da franquia, havia dito anteriormente que preferia que seus jogadores permanecessem de pé para o hino nacional. Dessa vez, no entanto, seu discurso foi diferente.

“Acreditamos em honrar a bandeira americana e apoiar todos aqueles cujos sacrifícios protegem as muitas liberdades que têm neste país, incluindo o direito de ter diferenças de opinião”.

Alguns jogadores ajoelharam ou sentaram durante o hino. Mas a maior demonstração veio de Justin Houston, que se ajoelhou virado para os espectadores e não para o campo, como seus companheiros.

Da parte do Los Angeles Chargers, a maioria do elenco permaneceu de braços dados. Enquanto Melvin Ingram permaneceu ajoelhado e outros cinco jogadores sentados.

Cincinnati Bengals @ Green Bay Packers

Foto: New York Times

Seguindo o exemplo do irmão em outros jogos, Martellus Bennett, assim como Kevin King e Lance Kendrick permanceram sentados durante a execução do hino nacional. Outros jogadores do Green Bay Packers, assim como todo o elenco do Cincinnati Bengals, permaneceram com os braços dados.

Oakland Raiders @ Washington Redskins

Foto: New York Times

Os jogadores do Oakland Raiders, único time com uma linha ofensiva formada apenas por jogadores afro-americanos, estrelaram uma das cenas mais impactantes. Toda a linha de ataque da franquia permaneceu sentada ou ajoelhada, enquanto jogadores de outras posições se juntaram a estes.

Do outro lado do campo, todos os jogadores do Washington Redskins permaneceram de braços dados.

Dallas Cowboys @ Arizona Cardinals

Dallas Cowboys e Arizona Cardinals se enfrentaram no último jogo válido pela semana 3 da temporada regular. Na sideline, os Cowboys foram protagonistas de um dos maiores atos dessa semana, quando todos os seus jogadores ajoelharam para o “The Star-Spangled Banner”.

Já o Arizona Cardinals também permaneceu de braços dados na sideline.

Foto: Dallas Cowboys

Todos esses protestos que ocorreram durante a semana 3 não foram um marco somente na história da NFL. Foi uma demonstração de que há cada vez menos espaço para a intolerância dentro e fora das 100 jardas. Foi uma confirmação de que estamos todos cada vez mais unidos contra palavras de ódio proferidas por pessoas com ideais distorcidas. Esperamos que o que ocorreu em 24 de setembro de 2017 seja o início de uma caminhada rumo à igualdade e à fraternidade. Por um mundo onde não importa a cor de nossas peles ou de onde somos, pois, o que importa de verdade, é o que carregamos dentro de nós.

#TakeAKnee #ImWithKap

Fontes: New York TimesWashington PostWashington PostABC News

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *