TROCAS NO DRAFT: BOM PARA QUEM?

TROCAS NO DRAFT: BOM PARA QUEM?

Uma posição no começo da lista do draft é algo que todos os times querem ter, mas não por ser um dos piores da temporada anterior. Afinal, ninguém quer ter um retrospecto negativo, ser chamado de ruim ou ouvir críticas sobre sua performance. Para conseguir o melhor dos dois mundos, uma pick alta e um retrospecto bom,  existem as trocas, coisa que vemos acontecer e muito no Draft.

Um time com medo de perder um jogador do seu interesse conversa com um time que está em posições a frente da sua para garantir a sua escolha, geralmente a moeda de troca são escolhas no próprio Draft ou nas próximas edições, e até mesmo a inclusão de jogadores.

Quem sai ganhando numa troca? O time que propôs a troca ou o time que recebe? São perguntas corriqueiras e que para ajudar a entender, vamos mostrar trocas que funcionaram para times que receberam, para times que fizeram a proposta e uma análise de algumas trocas do Draft deste ano, inclusive uma que causou muitas perguntas.

RGIII – A promessa que não vingou!

Em março de 2012, o Washington Redskins fez uma negociação com o, na época,  Saint Louis Rams em troca da 2ª escolha geral para pegar o quarterback Robert Griffin III, vencedor do Troféu Heisman e considerado uma das grandes promessas do Draft daquele ano.

O Redskins pegou a 2ª escolha e mandou a sua 6ª escolha geral com a escolha de 2 round daquele ano, além das escolhas de primeira rodada dos anos de 2013 e 2014. O Rams conseguiu negociar algumas dessas escolhas por mais escolhas e saiu com o resultado final de 8 jogadores.

O que aconteceu com o RGIII e o Redskins todos sabem, ele teve um começo brilhante mas uma série de lesões o afastaram do time de Washington, que o dispensou e ele agora está no Cleveland Browns, onde sofreu mais uma lesão no ombro.

Jogadores do Rams adquiridos com a troca da Pick que rendeu ao Redskins, o RGIII.

O Rams chegou a fazer graça com o Redskins num jogo, mandando todos os jogadores escolhidos para fazerem o cara ou coroa mas não passou disso, o técnico Jeff Fisher manteve seu histórico de campanhas medíocres que não levaram o time a lugar nenhum a não ser uma mudança para Los Angeles. Uma troca ano passado com o Tennessee Titans para pegar o QB Jared Goff na 1ª escolha geral do draft de 2016 e cujo recorde de 0-7 não trouxe muita alegria ou esperança para os torcedores, e uma certa vingancinha para o Redskins.

Uma das peças que participam da mudança do Titans, Jack Conklin.

Já para o Titans a troca foi produtiva! Ela rendeu além da 15ª escolha geral original do Rams, 2 escolhas de 2ª rodada do mesmo ano, a escolha da primeira rodada de 2017 (quando veio o WR Corey Davis, suprindo uma necessidade grande do time) e a escolha de terceira rodada de 2017.

O Titans ainda fez uma troca com o Browns na escolha 176 e draftou o offensive tackle Jack Conklin, que se tornou um bom protetor na linha ofensiva para Marcus Mariota e terminou seu ano de calouro no time All-Pro da temporada. O time passou de um 3-13 em 2015 para um 9-7 em 2016 com esperança de playoffs até a última rodada.

Carson Wentz, draftado na segunda escolha geral de 2016.

Na outra troca do draft de 2016, o Philadelphia Eagles negociou sua 8ª escolha geral de 2016, as escolhas de 3ª e 4ª rodadas do mesmo ano, uma escolha de primeira rodada de 2017 e uma escolha de 2ª rodada em 2018 pela segunda escolha geral do Cleveland Browns para escolher o quarterback Carson Wentz.

Wentz, que viria para ser preparado para jogar mais para frente, se viu assumindo a liderança do ataque do Eagles após a saída de Sam Bradford para o Minnesota Vikings. Com altos e baixos, ele terminou com 379 passes completados para 3.782 jardas, 16 touchdowns e 14 interceptações, e continua sendo uma esperança para o time.

As promessas do Cleveland Browns, Myles Garrett, Jabrill Peppers e David Njoku.

O Cleveland Browns foi o time mago das trocas nos 2 últimos drafts, a troca do ano passado com o Eagles trouxe 7 jogadores, destacando o QB Cody Kessler (6 touchdowns, 2 interceptações e 1.380 jardas em 8 partidas como titular) e o WR Corey Coleman (33 recepções para 324 jardas e 3 touchdowns em 10 jogos na sua temporada de calouro).

Aproveitando as trocas deste ano, o time trouxe o S Jabril Peppers na primeira rodada e o QB DeShone Kizer na segunda rodada. Outra troca interessante foi a negociada com o Green Bay Packers, o Browns cedeu a sua 1ª escolha na segunda rodada e pegou a 29ª da primeira rodada e nela conseguir o TE David Njoku. Vale lembrar que para o ano que vem o Browns já conta com 11 escolhas, logo, podemos esperar mais trocas. O time de Cleveland pode ter sido a primeira escolha geral deste ano, mas está se armando para se distanciar dela nos próximos.

Mitchell Trubisky a surpresa e controversa criada pelo Chcago Bears.

O draft 2017 foi o maior em número de trocas, foram 39 negociações realizadas ao longo dos 3 dias de recrutamento, mas foi a primeira troca que mais chamou a atenção, o Chicago Bears, dono da 3ª posição, trocou de lugar com o San Francisco 49ers para pegar a 2ª escolha geral e selecionar o QB Mitchell Trubisky e pagou o que muitos consideram um alto preço.

Além da 3ª escolha, o Bears enviou duas escolhas deste ano, no 3º e 4º rounds, e a escolha do 3º round do ano que vem. Muitos não entenderam o fato de subir apenas uma posição pois o time de Chicago já havia pago um alto contrato para chamar Mike Glennon e bancá-lo como titular, sem contar que alguns especialistas acham que Trubisky não era o melhor prospecto da posição após ser titular apenas em 13 jogos na carreira universitária.

Solomon Thomas draftado pelo Niners.

Por outro lado, o Niners soube aproveitar a troca, pegando não apenas o jogador do seu interesse, o DE Solomon Thomas, como negociando as 2 posições nos 3º e 4º rounds conseguidas com o Bears, para pegar a 31ª posição com o Seattle Seahawks (que originalmente era do Atlanta Falcons) e selecionar o LB Reuben Foster.

Esse é outro jogador que estava no seu radar e era considerado um dos melhores prospectos da posição, e seu problema com o dopping no combine, pode ter levado ele a estar disponível nessa posição e ter ido para o Niners.

Com todas essas informações, podemos afirmar que as trocas, as apostas nos jogadores, e até mesmo o draft, é muito incerto para os times. Algumas trocas valeram a pena para os 2 times, outras tiveram mais valor para apenas um, e até para nenhum dos dois. Resta agora ver quais resultados do draft deste ano serão mais satisfatórios e quais serão os chamados “busts“.

<3

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