RESUMÃO DO SUPER BOWL LII

RESUMÃO DO SUPER BOWL LII

E um dos eventos mais aguardados do ano, um dos maiores do mundo esportivo, chegou e foi embora deixando muita coisa pra conta. Pela primeira vez na história, os torcedores do Philadelphia Eagles puderam soltar o grito de campeão do Super Bowl, justamente contra aquele que é o favorito nos últimos anos: New England Patriots.

Experiência Luluzinha

Hoje, vamos contar o Super Bowl de uma forma um pouco diferente, um pouco mais pessoal. É um evento com um misto de emoções, até para quem não torce para nenhum dos times em campo. Todos nós temos pelo menos alguma “história de Super Bowl”, e nós, do NFL Luluzinha, mesmo não estando todas no mesmo lugar, tínhamos os corações, com toda certeza, conectados.

Eu, Carolana, estava na minha cidade, Curitiba. Algumas Luluzinhas estavam no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, mas a maior concentração estava em São Paulo, inclusive, em um evento muito legal da Budweiser que você pode conferir aqui.

Bom, vamos voltar a Curitiba. Cheguei em um bar, o Hard Rock Cafe. Era um evento da equipe curitibana de futebol americano, o Coritiba Crocodiles e eu fui prestigiar os colegas. A atmosfera na rua do evento já era sensacional: pessoas com jerseys diversas, apostando (de brincadeira), discutindo e aquecendo. Me senti em um paraíso, claro. O espaço estava temático, e me surpreendi com o equilíbrio de camisas do Patriots e Eagles. O equilíbrio parou nas camisas, porque a maioria das pessoas estava torcendo pelo Eagles, exceto os rivais de divisão do mesmo.

A tensão começou já na entrada das equipes em campo. Na hora do kickoff, os corações já se aceleraram. O Eagles iniciou atacando, com boas campanhas, o que animou demais a galera. Nick Foles conduziu muito bem o ataque, pena que uma falta (mais especificamente um “false start”) na linha de duas jardas acabou forçando uma terceira descida longa e tudo acabou “apenas” em um field goal, que o K Jake Elliot colocou lá no meio do Y. Eagles abriu o placar e aí sim, começou o Super Bowl LII.

Super Bowl LII
Foto: Reprodução

Algo no Patriots que deixou todos chocados: o CB Malcoln Butler (AQUELE da interceptação contra o Seahawks na linha de uma jarda no Super Bowl XLIX) não estava jogando e, em momento algum, entrou em campo. Se você ainda não sabe o que aconteceu, a Daniella Kowalsky contou aqui. O seu substituto, Eric Rowe, foi quem forçou o field goal do Eagles na primeira campanha.

Patriots em campo, todos tensos porque conhecemos Tom Brady. A campanha foi bem parecida com a do adversário, com ótimos drives, mas acabou parando no CB Jalen Mills, impedindo que o passe fosse para o TE Rob Gronkowski. Ficaram também no field goal, que Gostkowski converteu.

Jogo parecido, até nos erros

O Eagles não estava brincando e mostrou isso no próximo drive. LeGarrete Blount correu 36 jardas de forma sensacional, o que levantou a todos e colocou fogo no jogo, pois logo em seguida, Nick Foles foi genial e encaixou uma bola para Alshon Jeffery marcar o primeiro touchdown da partida, porém, foi um coro de “meu deus” quando Elliot errou o extra point. Um extra point pode custar caro, lembram?

A defesa do Eagles cresceu no drive seguinte, impedindo o Patriots de encostar no placar. Brandin Cooks foi tackleado em momento crucial pelo S Rodney McLeod, e iria sobrar mais uma vez um field goal para Gostkowski marcar. Dessa vez, foi a torcida do Patriots que levou as mãos à cabeça, pois o K errou e perdeu a chance de empatar a partida. Um field goal pode custar caro, lembram?

Um fato bem curioso: só tivemos um punt. Isso mesmo, os ataques estavam se sobressaindo e demorou para aparecer um punt na partida, mas ele veio, e do lado do Eagles, em um raro momento bom da defesa do Patriots, que forçou um three & out no início do segundo quarto. Tivemos também uma preocupação: Cooks recebeu uma forte pancada na cabeça e acabou no chão, não voltando no restante da partida. Após o ocorrido, o Patriots tentou uma jogada engraçadinha com a sequência James White, Amendola e Tom Brady, que não conseguiu segurar e acabou não dando em nada a ousadia. Veja essa loucura aqui embaixo:

 

Olhos dos torcedores do Eagles brilhando

A noite parecia mesmo do Eagles. LeGarrete Blount mais uma vez foi RIDÍCULO, ninguém o pegava e resultado disso foi o touchdown. A serenidade de Nick Foles era gigantesca; talvez fosse confiança demais ou a proteção de uma OL que foi incrível. O Patriots tentou recuperar o tempo perdido, mas de novo, contentou-se com mais um field goal. A estrela do Eagles estava brilhando muito naquele momento, com grandes corridas de Blount e Jay Ajayi, mas Nick Foles foi interceptado, o que desesperou um pouco os torcedores, achando que seria aí a reviravolta do adversário, principalmente por James White conseguir o primeiro touchdown da equipe. Seria o fim?

Acontece que se Bill Belichick é ousado, Doug Pederson também não fica atrás. Em um momento como esse, jogo decisivo, o ataque do Eagles protagonizou uma das melhores jogadas da noite: Corey Clement soltou a bola e Foles foi lá para o lado direito, sem ninguém marcando, recebendo um passe de Trey Burton. Quem disse que não dá para passar a bola e receber, hein? Foi inacreditável, e o bar a essa hora entrava em êxtase, ficou pequeno para a torcida do Eagles. ESTAVA ACONTECENDO! Essa ousadia mostrou que as águias não estavam dispostas a desperdiçar a melhor campanha da NFL.

 

Ninguém concordou quanto ao show, mas todo mundo aproveitou

Hora do show! Justin Timberlake fez uma apresentação que dividiu a todos: uns acharam muito legal, outros acharam a performance fraca, mas a essa hora, ao meu lado, ninguém prestou lá muita atenção em técnica vocal, pois preferiu dançar ao som de “Cry Me a River” e “Sexy Back”, emocionar-se com o holograma do Prince (embora tenha sido um tanto polêmico, por conta da família dele), pegar uma bebida, abraçar os amigos e comer umas batatas para acalmar os ânimos. Estava chegando a hora decisiva!

Super Bowl LII halftime show
Foto: Reprodução

 

Se intimidar? Aqui não, queridinha!

Todos com os olhos de volta ao telão, agora arrumando a melhor posição para aguardar o momento mais esperado da noite. O Patriots estava disposto a correr atrás do prejuízo, e utilizou do seu principal trunfo quando precisou de grandes avanços: Rob Gronkowski. Funcionou, pois a campanha resultou em touchdown. Estava apertado o placar e todo mundo já suando frio! Nick Foles não se abateu e ampliou o placar em uma linda jogada para Corey Clement, após muito tempo com o ataque em campo.

Vamos lá Brady, hora de entrar em ação e apagar o adversário em campo. A equipe realmente conseguiu um belo avanço, com passes excelentes de Brady para Amendola e Hogan, que resultou em touchdown. Dessa vez, o Eagles ficaria somente com um field goal, podendo dar chances para o adversário virar o jogo a qualquer momento.

Foi isso mesmo o que aconteceu: após mais uma excelente campanha de ataque, Brady conseguiu encaixar mais um touchdown e o extra point foi convertido. Muitos desanimaram, achando que a partir dali viraria uma doutrinação do Patriots. Porém, esquecemos o motivo pelo qual Foles foi eleito o MVP desse Super Bowl: ele CONSEGUIU achar Zach Ertz dentro da endzone para voltar a frente no placar! Aquilo foi mágico e não dava para adivinhar o que ia acontecer depois.

Super Bowl LII
A polêmica! Foto: Reprodução

No meio do caminho, tinha um Brandon Graham

Muitos dizem que o Patriots perdeu o jogo após o fumble forçado de Brandon Graham no Tom Brady e realmente foi. Faltavam menos de 2 minutos no relógio, não podia ter um turnover a essa hora. A defesa do Patriots ainda segurou o tchan, dando um pouco mais de esperanças à equipe, que precisava de um touchdown e uma conversão de dois pontos para empatar e levar para o overtime. Eagles ficou só no field goal, e era hora do “touchdown de ouro”.

Mas o touchdown de ouro não veio. Brady conseguiu levar sua equipe até o meio de campo, mas acabou errando um passe na terceira descida e lembrou do seu colega Aaron Rodgers, tentando uma Hail Mary, que foi desviada dentro da endzone. O Super Bowl, definitivamente, foi para o Philadelphia Eagles e o grito estava liberado.

Foi uma das festas mais bonitas que já vi, coisas que a NFL nos proporciona. Falta muito para chegar o próximo?

Namore alguém que te olhe como o Foles olha o Vince Lombardi
Foto: Reprodução

A voz da torcida – por NFL Luluzinha Club

Como eu torço para o 49ers, então não pude expressar meu sentimento total neste jogo. Por isso, conversei com duas Luluzinhas, torcedoras de ambas as franquias. Elas expressaram o sentimento de muita gente.

Do lado do Patriots:

“Apesar de ser visto como favorito para ganhar, eu não tinha tanta confiança. Perdemos alguns jogos supostamente fáceis durante a temporada regular. Sem falar na nossa defesa, que estava uma mãe! Sou adepta da frase “ataque ganha jogo, mas defesa ganha campeonato”. E com uma secundária mais sumida que Malcolm Butler em Minneapolis, eu já sabia que não seria fácil. Porém, apesar dos pesares, meu coração azul e vermelho me faz acreditar, sempre!

Quando o jogo começou, meu nervosismo aumentou ainda mais. Era bem óbvia a qualidade técnica que o Eagles tinha sobre o Pats naquele momento e nem mesmo a experiência do Tom Brady estava muito presente. Mas depois de um 28-3 virar 34-28 a gente acredita em tudo, neah?

Pois bem, continuei acreditando!

Quando voltamos do half time, não conseguia ficar parada. Andava de um lado para o outro e a cada jogada errada os nervos aumentavam ainda mais e a confiança diminuía.

Quando o TB12 sofreu aquele fumble, eu sabia que não ia dar. Independente do que acontecesse no próximo drive do Eagles, eu sabia que não ia dar.

Acompanho NFL desde o SB 49 e, desde então, vi New England estrelar lances sensacionais que se tornaram viradas históricas. Porém ali, vendo o quanto Nick Foles e todo o time de Philadelphia estavam determinados, eu vi que não aconteceria dessa vez. Pela primeira vez, eu iria ver uma derrota do New England Patriots no Super Bowl.

Não consigo descrever o que eu senti. Nem mesmo agora, dias depois. Talvez decepção seja o mais próximo. Um certo receio com a temporada seguinte, e com tantos rumores balançando as mídias. No entanto, apesar do “luto”, posso dizer, de coração, que fiquei extremamente feliz pela torcida do Eagles. São pessoas devotas, um dos melhores exemplos do porquê amamos tanto esse esporte e tudo o que ele tem para oferecer. Eles merecem saber como é estar do lado vitorioso. (Hehehehehe)” Débora Miranda, Luluzinha e torcedora do Patriots.

 Do lado do Eagles:

“A ansiedade, euforia e loucura dominou os sentimentos de todos os torcedores do Eagles desde a final de conferência. Estar novamente em um super bowl, após 13 anos, ter novamente como adversário o New England Patriots e, na essência, o mesmo Patriots de 13 anos atrás, era bem desesperador.

Foram duas semanas de dúvidas e espera, mas nada diferente do que a gente já tinha passado desde a lesão de Wentz.

Apesar de Foles ter feito um jogo consistente contra o Vikings, ele ainda era uma incógnita e acabou nos dando, sim, a máscara de underdog. Só que chegou o dia do jogo e mesmo com todo respeito ao Pats, o clima entre os jogadores e torcedores do Eagles era de confiança.

Confiança porque, em tese, a única coisa que precisávamos fazer era um jogo honesto e condizente com o time que tínhamos e dava pra levar. E levamos.

Um jogo lindo, disputado, com dois times gigantes mas com o time da Philadelphia mais inteiro em campo e mentalmente.

É quase impossível descrever o que senti ao ver a trick play do Foles (sim, foi ele quem chamou aquela jogada), quando vi o Fumble, quando vi que a Hail Mary não rolou e finalmente, depois de 58 anos, éramos campeões outra vez.

E, sim, eu considero não o primeiro título, mas a volta de um time campeão, histórico e com uma tradição que merece festa, respeito e um anel pra simbolizar todo o seu tamanho.” – Jacqueline Lima, Luluzinha e torcedora do Eagles.

Setembro sempre chega

Mais uma temporada se foi, e nós, do NFL Luluzinha, agradecemos pela companhia até aqui. Foi uma temporada incrível, cheia de imprevistos, do jeito que o povo gosta, do jeito que o povo quer. Inclusive, o Eagles também agradeceu a nós, torcedores brasileiros, pela temporada:

Super Bowl LII
Fly Eagles, Fly! A serenidade no olhar de quem saiu da reserva para ser MVP do Super Bowl LII

 

O que podemos dizer? Até a temporada 2018, galera! Já estamos com saudades!

Enjoy <3

 

 

 

 

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