PRÉVIA SUPER BOWL LII: PHILADELPHIA EAGLES x NEW ENGLAND PATRIOTS

PRÉVIA SUPER BOWL LII: PHILADELPHIA EAGLES x NEW ENGLAND PATRIOTS

Finalmente chegou o dia que esperamos desde setembro! Dia 04 de fevereiro, dia de Super Bowl! E, como sempre, um jogo empolgante entrará para a história, não importa quem seja o vencedor. Uma equipe tentará seu sexto anel, enquanto a oponente ainda não ganhou nenhum. Veremos nessa prévia o que Philadelphia Eagles x New England Patriots nos trarão e quem tem mais chances de ser o vencedor do Super Bowl LII!

A vontade de sair da fila de espera

Esse será o terceiro Super Bowl para o Philadelphia Eagles, que saiu de mãos vazias nas duas outras ocasiões e tem que ouvir as piadas de que não tem um título. Quando o time foi campeão em 1960 a “Era Super Bowl” ainda não tinha começado.

Assim, o Eagles tem que aguentar ser o único da sua divisão sem um título do Super Bowl. Cowboys, Giants e Redskins têm 12 títulos combinados, para a angústia dos torcedores de Philly.

A esperança quase foi embora com a lesão de Carson Wentz, quando o time já caminhava para a pós-temporada. Mas, o técnico Doug Pederson conseguiu conduzir o Eagles com sabedoria e agora está a uma vitória de dar alegria à Cidade do Amor Fraternal.

Acabando com a desconfiança

Quando foi anunciado como substituto de Wentz, Nick Foles não foi aceito com grande entusiasmo pela torcida. Mas, seguindo as chamadas do técnico, ele conseguiu levar o time até o jogo mais desejado por todos. Na final de conferência contra o Minnesota Vikings, Foles foi impressionantemente preciso nos passes, foram 352 jardas que culminaram em três touchdowns aéreos e nenhuma interceptação. Um atropelo que ninguém esperava.

Contra o Patriots, Foles e Pederson terão que manter o playbook aberto para que o quarterback mantenha a sua distribuição de passes prolífica para seus recebedores. Mesmo sem marcar contra o Vikings, o TE Zach Ertz é um dos alvos mais procurados. Ele somou 98 jardas em oito recepções na partida. Foles ainda tem a opção de espalhar seus passes para um trio muito habilidoso de Wide Receivers.

 Super Bowl LII

Depois de ser chamado de “drop receiver” na temporada passada, Nelson Agholor conseguiu se provar valioso e tem 62 recepções em toda a temporada. Vindos da free agency, Alshon Jeffery e Torrey Smith combinaram para três touchdowns na final de conferência. Smith é característico de jogadas em profundidade. Foi ele quem recebeu o TD de 41 jardas que selou a vitória. Jeffery também anotou um touchdown recebendo um passe longo e mostra habilidade em suas rotas para queimar os marcadores.

Curiosamente, Jeffery declarou ano passado, quando ainda jogava pelo Chicago Bears: “Vamos ganhar um Super Bowl ano que vem!”. Quando perguntado sobre a declaração, ele sorriu e respondeu:”Eu não disse por qual time…”.

Carregando o piano

Não é apenas no jogo aéreo que o Eagles tem opções. O jogo terrestre também apresenta jogadores que conseguem ganhar jardas tanto na força quanto na habilidade das pernas. O trio Jay Ajayi, LeGarrette Blount e Corey Clement deve ajudar Foles no backfield de maneira eficiente.

Em apenas sete jogos pelo Eagles, Jay Ajayi já mostrou um bom entrosamento com seus companheiros de time. Com a média de 6,2 jardas por toque na bola, ele conseguiu 499 jardas nesse período. Na pós-temporada foram mais 127 jardas corridas, além de 70 jardas de recepção em seis passes.

Super Bowl LII

Além de Ajayi, o time também conta com LeGarrette Blount, que já disse não se importar em jogar contra seu ex-time, “está no Super Bowl para vencer”. O líder de corridas do Eagles na temporada (766 jardas) vem com força para passar sobre a linha defensiva de Matt Patricia. Contra o Vikings, conseguiu um touchdown em que passou pela forte defesa de Minnesota quebrando tackles.

O RB que o Eagles utiliza muito em terceiras descidas é Corey Clement. Calouro, deslanchou na semana 9 contra o Broncos ao marcar dois TDs terrestres e um recebendo. Aliás, essa é sua característica forte: ele aparece bem também como arma aérea.

Defesas ganham campeonatos?

“Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos”. A frase é famosa no meio esportivo e a defesa do Eagles vai trabalhar para comprová-la. Ela já provou que consegue bater de frente contra ataques fortes nos dois jogos da pós- temporada. O setor permitiu apenas quatro touchdowns, dois de passe e dois de corrida.

A pressão ao quarterback é algo que o front seven executa muito bem. Nigel Bradham, Fletcher Cox, Chris Long, Brandon Graham e a primeira escolha do time desse ano, Derek Barnett, são alguns dos principais jogadores. Graham liderou o time na temporada regular com 9,5 sacks. Já Cox deve ser o principal nome ao fazer o pass rush por dentro. Long pressionará seus antigos colegas de equipe pelo lado de fora. Aliás, foi assim que ele conseguiu alcançar Case Keenum e fazê-lo lançar uma bola que terminou interceptada e retornada para touchdown. Barnett deve atuar oposto a Long.

O trabalho de pressão de quatro homens não é fácil contra Tom Brady, que tem a habilidade de identificar blitzes antes do snap e solta a bola antes da chegada do defensor. As suas duas derrotas para o Giants no Super Bowl vieram de um trabalho de pressão de DL muito bem executado.

(AP Photo/Michael Ainsworth)

Outro ponto forte dessa defesa é a capacidade de roubar bolas. Na temporada regular foram 31 turnovers, quase dois por jogo. Na pós-temporada já são duas interceptações e um fumble forçado.

A secundária não fica pra trás. Com a rotação entre Ronald Darby, Jalen Mills, Rasul Douglas e Patrick Robinson, o coordenador defensivo Jim Schwartz vai fazer o possível para cobrir os recebedores do Patriots. A atenção deve ser maior para Danny Amendola e Brandin Cooks, mas sem esquecer Chris Hogan e Phillip Dorsett. O último apareceu bem no jogo contra o Jaguars.

Contra Rob Gronkowski, Schwartz deve colocar o Safety Pro Bowler Malcolm Jenkins para bater de frente. Como joga um pouco mais à frente entre a secundária e o front seven, Jenkins também pode marcar Dion Lewis, que recebe passes de Brady e consegue ganhar jardas após a recepção.

 

Batendo recordes antes do jogo (e querendo mais depois dele)

O New England Patriots já chega ao Super Bowl LII quebrando e estendendo recordes. Será sua 10ª participação no grande jogo, enquanto nenhuma outra equipe passou de oito. Essa é a terceira vez que um time chega ao Super Bowl em um período de quatro anos. A equipe se junta ao Cowboys (1992, 1993 e 1995) e a si mesma em 2001, 2003 e 2004.

Os recordes não se resumem só ao time. Bill Belichick e Tom Brady também têm suas marcas pessoais a melhorar. O técnico vai para sua oitava final, ele quer o seu sexto anel como treinador principal da equipe. Belichick ainda tem dois títulos como coordenador do New York Giants, ganhos em 1986 e 1990.

Super Bowl LII

Tom Brady também tem seus objetivos. Como ele já preencheu uma mão de anéis, quer começar a contagem na outra e ultrapassar Charles Haley. Fora os recordes dentro do Super Bowl que ele já tem: tentativas de passe (309), passes completados (207), jardas (2.071) e touchdowns (15). E claro, um 5º título de MVP da partida não faria nada mal.

Recuperado e pronto

Uma lesão na mão de Brady deixou os torcedores do Patriots preocupados na final da AFC. Após um encontro com o RB Rex Burkhead, o QB apareceu nos treinos de luva e um corte na mão com cerca de 12 pontos. Mas isso não impediu Tom Brady de lançar para dois touchdowns e alcançar 290 jardas contra a forte defesa do Jacksonville Jaguars.

Boa parte dessas jardas vieram através de Danny Amendola e Brandin Cooks. Amendola se tornou uma peça chave ao substituir Julian Edelman desde o início da temporada, tanto em jogadas de slot quanto em passes mais profundos. E ele tem mostrado seu valor: nos dois jogos de pós-temporada, foram 18 recepções que totalizaram 196 jardas e dois TDs. Vindo do New Orleans Saints na free agency, Cooks tem se mostrado uma ameaça principalmente nas jogadas em profundidade.

Super Bowl LII

A dupla não será a única a receber passes de Brady. Aguardem por recepções de Chris Hogan e quem sabe umas aparições “surpresa” de receivers que foram pouco utilizados na temporada. Phillip Dorsett e até Kenny Britt (que estava no Browns e agora pode ser campeão do Super Bowl) são nomes que podem aparecer.

E para alívio dos torcedores de Boston, o TE Rob Gronkowski foi liberado do protocolo de concussão. Ele estava sendo observado há quase duas semanas após um choque com Barry Church do Jaguars. Sua força pode ser útil contra a parede defensiva do Eagles.

Jogo corrido diversificado

Um dos maiores trunfos de Bill Belichick e do coordenador ofensivo Josh McDaniels é misturar o uso dos running backs que o time tem à sua disposição. Isso ajudou muito o Patriots e credenciou McDaniels a ser um dos principais candidatos a head coach na reta final da temporada. Espera-se que ele seja anunciado como técnico do Indianapolis Colts na segunda-feira após o grande jogo.

São quatro running backs usados no jogo corrido do Patriots. James White, Dion Lewis, Mike Gillislee e Rex Burkhead. Burkhead sofreu uma lesão na reta final e pouco participou da pós-temporada. Gillislee, que veio do Buffalo Bills, apareceu nos primeiros jogos, mas não teve muitas participações ao longo do ano e voltou a ter um pouco de destaque no final.

Dion Lewis e James White devem ser os RBs que entrarão em campo em Minnesota. A dupla tem tido uma participação muito ativa no jogo terrestre. Lewis é o principal corredor, mesmo sem anotar touchdowns na pós-temporada. Foram 96 jardas em 24 tentativas, mantendo a boa média de 4 jardas por corrida. Os números são bons, mas o RB acabou bastante limitado contra o Jaguars. Foram apenas 34 jardas em 9 tentativas. White, o herói do último Super Bowl, correu para apenas 15 jardas, mas elas foram bem produtivas, com dois touchdowns.

Além de carregarem a bola, ambos têm talento para recebê-la. Lewis é o segundo maior recebedor na pós-temporada do time, com 111 jardas aéreas em 16 recepções. Ele está atrás apenas de Danny Amendola.

Na ponta do lápis

Depois de ceder mais de 300 jardas pela primeira vez na história, o coordenador Matt Patricia tirou o lápis da orelha e remanejou todo o setor. Aos poucos a defesa se acertou e terminou como a 5ª melhor da Liga, com médias de 18,5 pontos por jogo. Assim como Josh McDaniels, Patricia é esperado para assumir um time após o jogo. A princípio, seria o Detroit Lions.

Na pós-temporada, a defesa apareceu bem nos dois jogos. Contra o Tennessee Titans, um touchdown foi permitido no começo da partida, mas depois não houve mais nenhuma reação de Marcus Mariota e seu ataque. Contra o Jaguars, o jogo foi mais apertado e a defesa cedeu dois touchdowns antes do intervalo. Porém, os ajustes de Matt Patricia limitaram Leonard Fournette a média 3,2 jardas por corrida e cederam apenas seis pontos no segundo tempo. Além disso, a pressão em Blake Bortles foi grande e ele foi ao chão em três ocasiões.

Contra o Eagles, o trabalho defensivo pode ser complicado, principalmente para o DE Trey Flowers, que tem um sack na pós-temporada. A linha ofensiva do Eagles tem conseguido tanto proteger Nick Foles quanto abrir espaços para corridas. Foles foi sacado apenas duas vezes. Segurar o ex-colega LeGarrette Blount e o jogo corrido também deve ser um ponto a ser considerado pelos linebackers Kyle Van Noy e James Harrison. Harrison vai jogar seu 4º Super Bowl e está no Patriots há apenas três jogos.

A defesa contra o jogo aéreo pode ser o ponto fraco dos comandados de Belichick. O time permitiu aos quarterbacks adversários um rating de 89,5. É o segundo pior número do setor na era Belichick, atrás apenas de 2008, que foi de 89,8. Maior contratação do time para a temporada, o CB Stephon Gilmore fez um bom trabalho na final de conferência impedindo a recepção que poderia ajudar o Jaguars a vencer a partida. Herói do 4° Super Bowl do Patriots, Malcolm Butler também terá que aparecer contra Alshon Jeffery e companhia.

Philadelphia Eagles x New England Patriots: o que esperar

Não poderíamos ter times tão diferentes nesse jogo! De um lado um time com uma prateleira cheia de troféus, do outro um time que quer dar essa alegria pela primeira vez à sua torcida. Um quarterback que viu quando criança aquele que vai estar no lado oposto. Aquele que muitos chamam de o melhor técnico da história contra o que foi a revelação deste ano. Ainda assim, as semelhanças em campo são muitas! Ataques rápidos e defesas fortes se enfrentarão em todos os snaps. Os técnicos usarão ao máximo os seus playbooks.

O menor dos erros na execução pode ser o fator decisivo entre erguer o Troféu Vince Lombardi ou apenas assistir à chuva de papel picado. Aproveitem o show do intervalo e um excelente Super Bowl a todos!!

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