PRÉVIA NFC CHAMPIONSHIP GAME: MINNESOTA VIKINGS AT PHILADELPHIA EAGLES

PRÉVIA NFC CHAMPIONSHIP GAME: MINNESOTA VIKINGS AT PHILADELPHIA EAGLES

Então chegamos à final da NFC com Case Keenum enfrentando um time liderado por Nick Foles… Que loucura, meus amigos! No nosso podcast semanal falamos dessa temporada louca e das finais, claro. Acredito que esse jogo descreve muito do que foi essa temporada invertida: dois QBs inesperados disputando uma vaga no Super Bowl. (Aliás, Jeff Fischer, você não deve mais conseguir um emprego na NFL nem se quiser voltar). Inesperados por serem de duas das equipes que foram as mais equilibradas na Liga – pelo menos na NFC. Equilibradas em elenco, treinadores, defesa e ataque. Os resistentes.

A mentalidade ‘The Next Man Up’ é quase uma regra em um esporte onde as lesões chegam a qualquer momento e podem mudar o status do time da noite para o dia. No final, restaram Vikings e Eagles, duas das equipes que mais aprofundaram seus depth charts para suprir a ausência de jogadores cruciais. É importante começar esta prévia por este ponto, pois ele também descreve a temporada destas equipes.

Tanto Vikings quanto Eagles sofreram perdas enormes no decorrer da temporada. A diferença importante é que Minnesota passou por isso logo nas primeiras semanas e foi se ajustando pouco a pouco com as perdas. Porém, o Eagles perdeu seu melhor jogador no final da temporada e o status de melhor time de 2017 foi junto com ele. Entenda melhor nessa tabela:

Lesões cruciais de cada time na temporada

Eagles Vikings
Darren Sproles, RB – Joelho e braço – Semana 3  Dalvin Cook, RB – Joelho – Semana 4
Jordan Hicks, LB – Aquiles – Semana 7 Nick Easton, C – Tornozelo – Semana 12
Jason Peters, LT – Joelho – Semana 7 Sam Bradford, QB – Joelho – Semana 1
Carson Wentz, QB – Joelho – Semana 13
Caleb Sturgis, K – Quadríceps – Semana 1


Ambas as equipes perderam jogadores titulares em seus ataques, mas Minnesota conseguiu contornar a situação mais rápido e com mais eficiência que o Eagles. O tempo entre a lesão de Bradford para a de Wentz influenciou totalmente neste caso. Sorte das águias que a Comissão Técnica é muito competente e tem conseguido suprir muito da qualidade que se perdeu.

Carson Wentz, QB Philadelphia Eagles (Foto: reprodução)

Mas a pergunta que não deixa de ficar nas nossas cabeças é: “E se Carson Wentz não tivesse rompido o ligamento?”. Pois é, isso jamais iremos saber.

Na tabela, poderiam ainda serem acrescentados os nomes de Adam Thielen (WR) e Andrew Sendejo (S) pelo lado do Vikings, pois são dois jogadores muito importantes que estão com o status incertos e fazem grande diferença. Thielen, com lesão nas costas, está listado como Provável. Já Sendejo, que sofreu uma concussão contra o Saints, permanece Questionável.

Que tipo de jogo será?

Na minha cabeça está bem claro o que encontraremos: defesas dominantes e ataques baseados no jogo corrido batendo de frente. Não vejo o Championship Game da NFC com uma chuva de pontos. Tanto Eagles quanto Vikings têm estilos de jogo muito similares que dependem muito de sua defesa.

Podemos esperar poucas jogadas aéreas vindas de passes longos e muita, mas muita batalha entre OL x DL. No final, a equipe que estiver menos cansada será a com mais chances de ir ao Super Bowl. Tanto pelo lado do ataque quanto na defesa vejo Minnesota com uma equipe melhor, mas também não é uma diferença magistral. Mas sim, os visitantes são mais cotados a vencer a partida. Só que na NFL nem tudo acontece como previsto, não é mesmo?

O duelo que vai fazer nossos olhos brilharem

Espera-se muito da batalha OL do Eagles versus DL do Vikings. Peters (C), Johnson (RT), Brooks (RG) e Wisniewski (LG) estão combinados para, se não a melhor, uma das melhores OL da Liga. A força destes jogadores é algo fora do comum. O elo fraco desse grupo é claramente Vaitai (LT), que substitui o sensacional e diversas vezes Pro Bowler Jason Peters. Ver se Vaitai vai aguentar o tranco será um ponto chave do jogo, mas olhe abaixo um pouco do que essa OL pode oferecer:


Praticamente toda a campanha que resultou no único touchdown do Eagles na partida contra o Falcons foi trabalho corrido com ajuda crucial da OL. A tendência é essa para o Championship Game.

No outro lado da bola, Everson Griffen (DE) é extremamente ágil e lidera o Vikings com 13 tackles. Danielle Hunter, seu companheiro de posição, soma sete sacks e tem uma envergadura perigosa. O DT Linval Joseph é grande e atlético, fazendo muita pressão dentro da linha. Tom Johnson, que joga ao seu lado, traz o oposto: é “menor” (na medida do possível de um DT) e mais rápido. Será uma grande batalha, principalmente porque Nick Foles é incapaz de fazer qualquer coisa sem o pocket limpo. Vamos falar disso agora.

O jogo dos QBs improváveis

Vamos voltar rapidamente ao fato de que Nick Foles e Case Keenum são titulares em um jogo valendo o título da NFC??? Pronto, passou.

Antigos companheiros de equipe no fraco Los Angeles Rams de Jeff Fischer (atualmente conhecido por destruir QBs), Foles e Keenum vivem situações bem diferentes. O primeiro é verdadeiramente backup de sua posição e não joga à sombra do titular. O segundo teve a melhor temporada da vida e pode ser com facilidade a cara de muitas franquias se jogar o que jogou em 2017.

Contudo, ainda são dois QBs contestados e nos quais o ataque não girará ao redor. Os dois só estão vivos na briga pelo Super Bowl pelo jogo corrido de seus RBs e principalmente pelo trabalho extraordinários que as Comissões Técnicas têm feito. Doug Pederson e Frank Reich conseguiram fazer um ataque com Foles pontuar mais que um com Matt Ryan. Já Mike Zimmer e Pat Shurmur passaram pelo Saints de Drew Brees. Isso é simplesmente sensacional.

 Minnesota Vikings at Philadelphia Eagles

Nick Foles

Foles é o mais fraco dos QBs que sobraram – sim, incluímos Blake Bortles aqui. Não consegue fazer muita coisa sob pressão e é incapaz de acertar passes longos. Não tem mobilidade. Desde a semana 15, quando assumiu o ataque, tentou 18 passes de mais de 15 jardas. Acertou dois e teve uma interceptação.

Mesmo assim, contra o Falcons teve um rating de 100.1 e completou 23 em 30 tentativas de passe para 246 jardas. Como? Com passes curtos e muitas jardas conquistadas após o contato. Doug Pederson adaptou seu ataque ao jogo de seu QB.

Além disso, é importante ressaltar que Foles sofreu apenas um sack. Ele não trabalha bem se vier alguém para cima. Nick será aquele QB que vai fazer de tudo para não atrapalhar e que vai caminhar com o ataque aos poucos, com avanços aéreos curtos. Se o Eagles precisar correr atrás no placar, terá problemas.

Philadelphia Eagles quarterback Nick Foles. Créditos: Steve Mitchell-USA TODAY Sports

Case Keenum

Já falamos por aqui que seu status não é mais de um QB backup e Keenum merece esse reconhecimento. Ele foi titular em 14 jogos na temporada e tem média de rating de 98.3. Surpreende com o melhor rating entre QBs quando está fora do pocket (116.4) e é letal na Red Zone (110.4). Braço para jogadas longas ele tem, como vimos na partida contra o Saints. De vez em quando comete erros bobos, mas na maioria do tempo está bem sóbrio e ciente de seu papel no ataque.

Seus números na temporada são: 67,6% de passes completos, 3547 jardas, 22 TDs e 7 interceptações.

Keenum está garantindo a vaga de backup pelo Vikings Foto: Kirby Lee-USA TODAY Sports

Falando brevemente sobre as defesas

A força das duas equipes está em sua capacidade de frear o ataque rival. A defesa do Eagles foi a melhor contra o jogo corrido em 2017, mas foi suprema no início da temporada e vem regredindo desde então. A do Vikings é número 1 em jardas e pontos cedidos e manteve grande parte de seus jogadores sem lesões importantes.

Pontos fracos: Eagles

O ponto fraco do Eagles é jogo corrido pelas laterais e secundária (principalmente nas áreas de Cornerbacks). Philadelphia simplesmente foi incapaz de segurar Tevin Coleman semana passada. O RB correu para 79 jardas em dez tentativas, quase todas sendo pelos lados. Devonta Freeman foi limitado a sete jardas no mesmo número de corridas só que avançando pelo meio.

Na secundária, Darby, Robinson, Mills e Douglas são um quarteto extremamente agressivo que por vezes tenta demais e deixa os atacantes escaparem. São um grupo de jogadores inconsistente. Podem negar qualquer avanço em uma campanha e serem queimados logo na próxima posse de bola.

Pontos fracos? Vikings

Pensando por cima, não dá pra ver um ponto da defesa do Vikings que destoe absurdamente da grande qualidade que essa equipe tem. Todos os níveis da defesa têm jogadores entre os melhores de sua posição e este é um sinal de alerta gigante para o Eagles. De fato, podemos mesmo citar: Everson Griffen (DE), Anthony Barr (LB), Xavier Rhodes (CB) e Harrison Smith (S) são Pro Bowlers, os dois últimos selecionados para o primeiro time.

O Eagles pode prestar atenção no status de Sendejo para o jogo devido a sua concussão e tentar bolas pelo meio contra o rookie LB Ben Gedeon, mas parece ter pouco a explorar de mismatches contra o Vikings. O que Doug Pederson possivelmente tentará forçar serão corridas com Ajayi e Blount, que são corredores grandes e com muita força para quebrar tackles. Assim, cansará o primeiro nível da defesa. Já Foles terá um dia bem difícil a sua frente.

Créditos: Brace Hemmelgarn-USA TODAY Sports

Uma última coisa, mas muito importante: os técnicos

Se Vikings e Eagles sobreviveram até a última semana de jogos antes do Super Bowl, todo o crédito vai para suas Comissões Técnicas, mais especificamente para os head coaches Mike Zimmer e Doug Pederson. Ambos foram capazes de maximizar os pontos fortes de suas equipes e minimizar suas fraquezas. Os dois times tiveram que lidar com mudanças importantes em seus elencos e continuaram jogando bem. É muito provável que alguns Coordenadores Ofensivos e Defensivos consigam cargos mais altos na próxima temporada por outras equipes. Fica nosso elogio ao trabalho fantástico das Staffs das equipes.

Curiosidades de Minnesota Vikings at Philadelphia Eagles

  • Em confrontos diretos na temporada regular, o Vikings lidera a rivalidade com 13 vitórias e dez derrotas;
  • Quando o papo é pós-temporada, o Eagles está 3-0. Porém, as equipes nunca se encontraram na final de Conferência;
  • Portanto, as franquias estão 13-13 e quem vencer o jogo passará a liderar a rivalidade;
  • Case Keenum começou sua carreira 0-8. Ele é o segundo a ter esse início de profissional a alcançar a disputa pelo título de Conferência. O outro QB é Troy Aikman;
  • Nas duas vezes que o Eagles foi ao Super Bowl (1980 e 2004), a equipe venceu o Vikings em casa;
  • Dos quatro times que estão nas finais de Conferência, apenas o Patriots teve recorde positivo na temporada 2016.

Bom jogo a todos!

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