POR QUE O HALFTIME SHOW DO SUPER BOWL É GIGANTE?

POR QUE O HALFTIME SHOW DO SUPER BOWL É GIGANTE?

No próximo domingo, os fãs da NFL têm vários motivos para estarem empolgados. O Super Bowl LII está chegando e finalmente conheceremos o dono do Vince Lombardi nesta temporada. Será que teremos o sexto anel do Patriots ou o título inédito do Eagles (e o final de um meme)? E ainda temos o Halftime Show, um espetáculo a parte!

O Super Bowl é o evento mais caro do mundo. As grandes estrelas da música usam o show do intervalo de forma grandiosa não só para divulgação de seus próximos trabalhos, mas também para entreter o público de uma audiência externa da NFL. Podem reparar: a audiência da ESPN durante o Halftime Show (usando o Brasil como base) sobe bastante. Até rendeu alguns xingamentos pro Everaldo Marques ano passado, graças ao “LADY GAGA, VOCÊ É RIDICULA!”. Algumas pessoas, que não estão acostumadas com o narrador, não entenderam que ele estava a elogiando.

halftime show super bowl lady gaga 2016
A “ridícula” Lady Gaga esvoaçante rendeu maus bocados ao Everaldo

No SB XLIX, quando Katy Perry foi a estrela do Halftime Show, a audiência do intervalo foi de 4 milhões de pessoas a mais do que no próprio jogo em si! Neste ano, sabemos que Justin Timberlake será o responsável pelo grande evento. Mas, será que desde sua primeira edição, a NFL trouxe grandes artistas do entretenimento para o Super Bowl?

O INÍCIO: MARCHINHAS E TEATRO

Nem sempre o Super Bowl teve shows grandiosos para animar o seu público. Dos anos 60 (quando tivemos a primeira edição do SB) até o meio dos anos 80, bandas de colégios próximas aos estádios sede eram responsáveis pelo entretenimento do público.

As únicas vezes que não vimos uma banda marcial pisar nos gramados do Halftime na época foram em shows teatrais organizados pela Up With People. A UWP é uma organização educacional sem fins lucrativos que visa empoderar crianças que possuem talentos próprios para dança, música e atuação. Essa organização foi responsável por seis shows de 1970 a 1980.

CONCORRÊNCIA GERA MOVIMENTO

Do meio dos anos 80 até o início dos anos 90, o Halftime Show teve alguns performances mais elaboradas. Contaram com uma produção um pouco diferente do que estavam acostumados anteriormente: eram shows dedicados a fazer homenagens.

Tivemos tributos aos MVP’s do passado, à NASA, ao estado da Califórnia… Enfim, pequenos shows teatrais e grandes artistas como Barry Manilow, Whitney Houston e Billy Joel sendo chamados para cantar o hino nacional dos EUA, o The Star Spangled Banner. Eram shows pouco inspiradores e alguns deles não agradaram o público — vide o imitador de Elvis Presley (1989) e o “Winter Magic” que rolou (1992).

Porém, a NFL e a CBS, canal que iria transmitir o Super Bowl XXVI, não contavam com a astúcia da concorrente FOX. Eles aproveitaram o mesmo horário do show do intervalo para mostrar um episódio inédito do programa In Living Colour. O programa de comédia era muito popular e revelou diversas estrelas. Alguns exemplos são Jim Carrey, Chris Rock, Marlon Wayans e Jennifer Lopez (como bailarina).

In Living Color S03E16 – Live Super Bowl Show

In Living Color

O NOVO HALFTIME SHOW

Isso causou um desvio de mais de 22 milhões de telespectadores do evento. Ao ver que a audiência começou a cair durante o intervalo, CBS e NFL mudaram radicalmente a estratégia do Halftime Show. O resto é história.

No ano seguinte, 1993, tivemos o show icônico do eterno Rei do Pop, Michael Jackson. O primeiro Halftime Show no formato que conhecemos bateu todos os recordes de audiência possíveis.

Michael Jackson – Super Bowl (Complete Version) (HQ)

One of the best performaces of the “King of Pop – Michael Jackson”. Super Bowl Half Time Show performed in California at January 31, 1993, it includes Jam, Billie Jean, Black or White, We are the World and Heal the World.

No ano seguinte, a FOX e a ABC entraram num acordo com a CBS para transmitirem o evento em anos futuros. A FOX transmitiu pela primeira vez em 1997, na edição XXXI. Desde então, o Super Bowl e seu show do intervalo contam com grandes estrelas da música e do entretenimento. A ideia é sempre fazer um show chamativo e espetacular, que complementa o grande jogo de futebol americano. Além disso, atrai novos fãs para apreciar a bola oval.

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