OS LANTERNAS DAS DIVISÕES EM 2017: NEW YORK GIANTS

OS LANTERNAS DAS DIVISÕES EM 2017: NEW YORK GIANTS

Essa é a primeira de uma série de oito matérias onde vamos falar sobre erros e acertos das franquias que ficaram na lanterna de suas divisões. Quem sabe elas não se inspiram na volta por cima do Eagles, que foi de último colocado na sua divisão em 2016 para campeão do Super Bowl LII? Boa leitura.

O ano de 2017 para o New York Giants foi a prova de que tudo pode mudar radicalmente de uma temporada para outra na NFL. A equipe, que terminou 2016 com o recorde de 11-5 e uma classificação para os playoffs, não conseguiu o mesmo desempenho do ano passado.

Em 2017, o Giants terminou a temporada regular com o recorde 3-13. Foi o segundo time que menos venceu na temporada, perdendo neste quesito para o Cleveland Browns (claro). Vitórias apenas sobre o Denver Broncos, Kansas City Chiefs e o rival de divisão Washington Redskins.

Resultados da temporada

Histórico dos recordes da franquia

Esse é o pior recorde da franquia desde a era dos 16 jogos da temporada regular.

Já em toda a história do time, essa é a terceira vez que o Giants tem apenas 3 vitórias na temporada.

Pontos negativos

Dois fatores foram decisivos para o fracasso do New York Giants na temporada: lesões e suspensões.

2017 foi considerado o ano da lesão no tornozelo para o Giants. Jogadores importantíssimos para a equipe tiveram este tipo de lesão, como Odell Beckham Jr., Brandon Marshall e BJ Goodson. As lesões definiram especialmente o desempenho da linha ofensiva: Weston Richburg, Justin Pugh e D.J. Fluker que foram para IR por concussão, lesão nas costas e dedo, respectivamente. Já a defesa foi desfalcada pelo CB Janoris Jenkins (5 últimos jogos na IR) e LBs Mark Herzlich (toda a temporada na IR) e Keenan Robinson (2 primeiros jogos por concussão e os 8 últimos jogos na IR).

Ao final da temporada, a IR de New York era composta por 20 jogadores. O principal problema do Giants foi não ter peças suficientes para substituir adequadamente aqueles jogadores que se lesionaram. E, convenhamos, com a quantidade de jogadores perdidos, seria difícil para qualquer equipe da NFL.

(Foto: NBS Sports)

As suspensões também foram determinantes. O Giants teve três jogadores de uma mesma posição suspensos: os cornerbacks Janoris Jenkins, Dominique Rodgers-Cromartie e Eli Apple. O último foi o que mais deu dor de cabeça. O jogador foi suspenso pelo próprio time por conduta que poderia ser prejudicial à equipe e chegou a ser chamado de câncer pelo companheiro Landon Collins. Em declaração para uma rádio americana, Collins disse:

“Há um corner que precisa crescer e todos sabemos quem é. Ele seria a única pessoa que eu mudaria na nossa secundária. Os outros dois caras (Cromartie e Jenkins), eu os amo. Eles jogam duro. Eles amam o que fazem. Mas esse primeiro… ele é um câncer.”

Além disso, Apple foi multado por McAdoo por não ter retornado da bye week  a tempo (o RB Paul Perkins foi multado pelo  mesmo motivo) e por ter violado a política de mídia social da Liga, após a derrota para o Dallas Cowboys.

Pontos positivos

Ainda que talvez tenham acontecido em hora imprópria, as demissões de Ben McAdoo e Jerry Reese foram pontos positivos para o Giants. Não trouxeram resultados imediatos, mas foi algo positivo da temporada de 2017. Os torcedores não estavam satisfeitos com o head coach e com o general manager desde o início da temporada.

(Foto: Brad Penner/USA TODAY Sports)

Além de escolhas duvidosas de jogadas durante as partidas, McAdoo desagradou a torcida na semana 2, quando colocou a culpa da derrota nas costas do QB Eli Manning. Já na semana 12, colocou o franchise quarterback no banco de reservas, o que revoltou os torcedores e imprensa (ainda mais após o quarterback dar uma entrevista com os olhos cheios de lágrimas). McAdoo foi substituído por Pat Schurmur, ex-coordenador ofensivo do Minnesota Vikings.

Jerry Reese falhou em vários drafts, forçando o Giants a gastar mais dinheiro na free agency. Essa foi a primeira vez na história da franquia que um GM foi demitido. O novo General Manager da equipe é Dave Gettleman.

O desempenho de Evan Engram também foi positivo para a equipe. O tight end selecionado pelo Giants no primeiro round do Draft de 2017 (23ª escolha geral) teve bons números. Engram lidera o time em recepções (64), jardas (722) e touchdowns (6) em 15 jogos. O TE foi o único recebedor do Giants a ter pelo menos uma recepção em cada jogo que participou e foi indicado para o NFL All-Rookie Team.

Como bônus, não podemos deixar de citar o comercial da NFL estrelado por Odell Beckham Jr. e Eli Manning.

Conclusão: o time em 2017

O ataque do Giants sofreu com perdas por mais tempo do que a defesa. A partir do 6° jogo, a equipe já não contava mais com os wide receivers Odell Beckham Jr., Dwayne Harris e Brandon Marshall. Além de Sterling Shepard, que não tinha uma regularidade dentro e fora de campo, com diferentes lesões e enxaquecas. Como o corpo de running backs não era tão forte para suprir as necessidades do ataque (conseguiu uma média de 96,8 jardas terrestres por jogo, 26º lugar na NFL), New York terminou a temporada com uma média de 15,4 pontos por jogo, segunda pior marca da Liga.

Quando o ataque toda a temporada. Landon Collins, por exemplo, só entrou na IR no último jogo e Darian Thompson, Damon Harrison e Jason Pierre-Paul praticamente 100% saudáveis. Das 13 derrotas, 5 delas foram por uma posse de bola.

Apesar disso, ficou empatado com o Washington Redskins como 6ª pior defesa em pontos sofridos (388). Em jardas aéreas cedidas aos adversários, ficou na 31ª posição, com 4.038 (Jacksonville Jaguars, em primeiro lugar com 2.718); e em 27º lugar em jardas terrestres, cedendo 1.933 (Philadelphia Eagles ocupou a primeira posição cedendo 1.267).

As mudanças para uma temporada que possa talvez lembrar a de 2016 já começaram. E os torcedores certamente estão ansiosos pelo que elas podem significar para o time. Se vai funcionar, só veremos no decorrer da temporada e obviamente você pode acompanhar tudo aqui com a gente.
Enjoy!

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