OS HEAD COACHES DA AFC EAST

OS HEAD COACHES DA AFC EAST

Muitos dizem que a AFC East é a divisão mais fácil de prever quem será o campeão, pois um dos técnicos está no time que domina tanto a divisão quanto a conferência nos últimos anos. Agora, essa divisão conta com um técnico estreante, um que renovou as esperanças de uma torcida e outro que vai ter que remontar um time praticamente do zero. Algum deles pode ser um incômodo ou será que um certo “pacto” (especulações desta que vos escreve) vai continuar valendo?

Buffalo Bills: Sean McDermott, muito trabalho a fazer

Trazer o Buffalo Bills de volta aos áureos tempos da década de 1990 será o trabalho do novo técnico do time, Sean McDermott. Ele chegou à equipe em janeiro deste ano após a saída de Rex Ryan e fazer esse time se destacar na AFC EAST é a sua mais difícil tarefa.

Este é o primeiro cargo de McDermott como técnico principal, mas ele já tem muita experiência, principalmente no setor defensivo. Sean começou no Philadelphia Eagles em 1999 como coordenador administrativo de “scouting” (avaliação de prospectos vindos das universidades). Sua passagem pelo Eagles colaborou para que o time chegasse a 6 títulos de divisão, 5 idas à final de conferência e uma ao Super Bowl (vencida pelo New England Patriots).

Essa eficiência o levou ao Carolina Panthers em 2011. Durante sua estada na Carolina do Norte, a defesa sempre esteve entre uma das mais temidas em campo com jogadores como Luke Kuechly, Thomas Davis, Josh Norman e Kawann Short. O técnico esteve presente na campanha 15-1 do Panthers, ano em que a defesa foi a 2ª da liga e que culminou com a ida ao Super Bowl 50.

Mesmo com o ataque do Panthers não atuando no mesmo nível na temporada 2016-2017, a defesa se manteve estável, terminando como a segunda – 47 sacks, e em defesa da red zone com apenas 43,64% de pontos permitidos. Suas 6 temporadas no Panthers terminaram também com 3 títulos de divisão e a defesa entre as top 10 em 4 oportunidade.

Sean McDermott chega a Buffalo para implantar seu estilo, trabalhar com jovens talentos como o QB Tyrod Taylor e fazer o Bills ressurgir na AFC East.

Miami Dolphins: Adam Gase, rápida ascensão na AFC East

Renovação foi o que Adam Gase trouxe para o Miami Dolphins em sua primeira temporada – fazendo o time voltar aos playoffs depois de 8 anos. Agora ele troca seu lema para “consistência”, pois é o que a torcida de Miami espera.

Aos 39 anos, Gase é um dos mais jovens da liga, mas já tem plena experiência. Começou no futebol americano universitário em 2000, auxiliando o experiente técnico Nick Saban a vencer um título de conferência em 2001 e o título de campeão nacional em 2003. Seu início na NFL se deu no mesmo ano, no Detroit Lions onde ficou por 5 temporadas. Passou por uma breve temporada no San Francisco 49ers em 2008, até chegar ao Denver Broncos em 2009.

No Broncos ele foi técnico de wide receivers como Brandon Marshall e Brandon Lloyd, mas foi treinando quarterbacks que ele se destacou. Trabalhou com Kyle Orton, Tim Tebow e Peyton Manning. Gase foi efetivado coordenador ofensivo em 2013, um dos melhores anos para o time de Denver. Foi quando a franquia bateu vários recordes e viu Peyton Manning vencer seu 5º prêmio de MVP. A temporada só não foi melhor graças à derrota no Super Bowl XLVIII para o Seattle Seahawks.

Depois de 6 temporadas por lá, ele foi contratado como coordenador ofensivo do Chicago Bears em 2015, onde melhorou o jogo corrido da franquia, passando de 27° para 11º. Já na primeira temporada em Miami, conseguiu levar o time à pós-temporada. Adam Gase transformou o Dolphins numa equipe com jogo agressivo e que conseguia reverter resultados desfavoráveis. Nem mesmo quando perdeu o QB Ryan Tannehill, em sua melhor fase, o time desequilibrou.  Matt Moore liderou o time por 4 jogos e teve um rating de 105,6.

Para 2017, Gase deve manter o mesmo estilo equilibrando a juventude de Jay Ajayi e Kenyan Drake com a experiência de Cameron Wake e Julius Thomas. A torcida de Miami espera pelo menos ser uma pedra no sapato (ou na chuteira) daquele time que vem dominando a divisão.

New York Jets: Todd Bowles, reorganizando

Botar ordem na casa. É o que o técnico Todd Bowles precisa fazer depois de uma temporada desastrosa do Jets e do desmanche que o time sofreu nesta intertemporada. Bowles começou sua carreira de técnico no mesmo Jets em 2000 após passagens pelo futebol americano universitário. Ficou por lá apenas uma temporada e foi para o Cleveland Browns para treinar a secundária.

Depois de 4 temporadas no Browns, ele foi para o Dallas Cowboys, também como técnico da secundária, mas ficou apenas uma temporada. Quando se transferiu para o Miami Dolphins em 2008, assumiu mais responsabilidades como técnico assistente. Logo após, como interino, terminou com o recorde de 2-1 e foi dispensado em seguida.

Seguiu para o Philadelphia Eagles, como coordenador defensivo e o time terminou a temporada 2012-13 como a 9ª em defesa contra o passe, mas em 23ª na defesa contra a corrida. Em 2013 entrou para o Arizona Cardinals também como coordenador defensivo, sendo aclamado Técnico Assistente do Ano na pela temporada de 2014.

Todd Bowles voltou ao New York Jets em 2015 e na sua primeira temporada como técnico principal conseguiu o recorde 10-6. Porém, não teve o mesmo sucesso em 2016, terminando 5-11 com vários números baixos, mas com o jogo corrido em 12º da liga.

Para a próxima temporada, Bowles precisa se organizar, encontrar a harmonia do seu grupo e fazer decolar de novo o jato verde de Nova York em voos mais altos na AFC EAST.

New England Patriots: Bill Belichick, o soberano da AFC EAST

Se o Patriots é um dos melhores times dentro de campo por causa de Tom Brady e cia, o grande maestro está fora das 4 linhas. Bill Belichick está na NFL há 42 temporadas (2017 será a 43ª), sendo 18 delas comandando o Patriots. E ele não parece que vai parar tão cedo.

Sua trajetória na NFL começou em 1975, no Baltimore Colts como assistente especial do técnico principal, Ted Marchibroda. Em 1976 foi para o Detroit Lions como assistente do técnico de times especiais e na temporada seguinte foi promovido para técnico de tight ends e receivers. Teve um breve temporada no Denver Broncos como técnico assistente de times especiais e assistente do coordenador defensivo em 1978. Em 1979 foi para o New York Giants, onde ficou 12 temporadas. Nesse período, a defesa nunca ficou abaixo do 11º lugar da liga, sendo considerado um dos melhores jovens assistentes da NFL.

Foi no Giants que ele conquistou seus 2 primeiros anéis do Super Bowl (1986 e 1990). Em 1991 foi para o Cleveland Browns onde passou 5 temporadas. Era o seu primeiro emprego como técnico principal e aos 38 anos ele era o líder mais jovem da liga. Por volta de 1994, o Browns era a segunda potência da AFC com uma defesa que permitiu apenas 204 pontos a temporada toda. O time também voltou aos playoffs daquele ano e vencendo o Patriots na rodada de Wildcard.

Em 1995 Belichick foi para a sua primeira passagem pelo New England Patriots, como assistente técnico que durou apenas a temporada de 1996. Ainda assim, o time viu mudanças: venceu seu 1º título de divisão em 10 anos e os jogos de playoffs em casa, indo para o Super Bowl XXXI. Entre as temporadas de 1997 a 1999 foi técnico assistente e da secundária do NY Jets.

O dia 27 de janeiro de 2000 foi quando Bill Belichick chegou ao Patriots para ficar onde está até hoje. Depois de uma primeira temporada com o recorde 5-11, o time passou para 11-5 e venceu seu primeiro Super Bowl (vs Saint Louis Rams – 2002). Em 2004 e 2005 foram 2 SBs seguidos com campanhas que fizeram do Patriots o time mais vitorioso da história da NFL na época.

A presença do time em playoffs é uma constante desde a sua chegada. Além disso, tanto ele quanto o time detém vários recordes da liga. Suas 2 últimas vitórias no Super Bowl (2014 e 2016) o colocaram como o técnico com o maior número de participações (10) e de vitórias da história. Com 7 anéis (2 como assistente pelo Giants e 5 como técnico principal), ultrapassou nomes históricos como Don Shula, George Halas, Curly Lambeau e Vince Lombardi.

 Não é possível esperar menos que mais um título para a temporada 2017. Seja de divisão, de conferência ou quem sabe (por que não?) mais um anel para as mãos do maestro.

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