NFL ESTUDA LIBERAR MACONHA PARA USO MEDICINAL

NFL ESTUDA LIBERAR MACONHA PARA USO MEDICINAL

De acordo com o poeta contemporâneo Marcelo Maldonado Peixoto, também conhecido como D2, “uma erva natural não pode te prejudicar”. E pode ser que a NFL venha a concordar com isso. Segundo uma recente matéria do Washington Post, a Liga se dispôs a trabalhar em conjunto com a Associação de Jogadores da NFL, a NFLPA, para estudar os potenciais benefícios do uso da maconha para alívio da dor.

“Nós estamos ansiosos para trabalhar com a NFLPA em todas as questões envolvendo a saúde e segurança dos nossos jogadores” disse sobre o assunto Joe Lockhart, vice-presidente executivo de comunicações da NFL.

A Liga enviou uma carta para a Associação falando sobre o tema. Nela a NFL disse ter interesse em trabalhar em parceria no desenvolvimento dessa pesquisa e indicou algumas áreas potenciais, como o alívio da dor aguda e crônica. A NFLPA, por outro lado, quer promover mudanças na política da NFL quanto às regras do uso recreativo da maconha, que hoje é proibido.

Fazendo a sua cabeça: NFL estuda liberar o uso medicinal da maconha

A maconha e a política de substâncias proibidas

A NFL possui duas políticas de substâncias proibidas: uma para aquelas que melhoram a performance do atleta, como anabolizantes, e outra para substâncias recreativas, onde a maconha se encaixa. Até 2014 a conduta da Liga era a mais rígida entre os esportes. Eram necessários apenas 15 nanogramas de THC (substância encontrada na droga) por mililitro na urina ou sangue para o teste ser considerado positivo. Mas o limite já passou a 35 nanogramas.

Mesmo com a alteração, a regra continua sendo clara: quando positivo, o jogador encara medidas punitivas, como suspensão. Faltar ao teste para evitar o resultado também não é uma opção. Antonio Brown do Steelers que o diga. O jogador foi suspenso por dois jogos na temporada 2016 por não comparecer a um exame que checaria o uso dessas substâncias.

Leia mais: Suspensões por uso de substâncias proibidas

DeMaurice Smith, diretor executivo da NFLPA, disse em janeiro que a associação pensa numa proposta para pedir o relaxamento da punição por uso recreativo da maconha. Para ele, é preciso investigar o que leva os atletas ao uso da droga:

“Eu acho que as medidas para esses casos devem ser mais em forma de tratamento do que punitivas. Eu acho que é importante olhar se é um problema de vício e não simplesmente assumir que o uso começou por questões recreativas”.

DeMaurice Smith

Para ele, é difícil identificar se um jogador usa a droga de maneira recreativa ou como forma de combate à dor e ao estresse. Por isso, ele acredita que o uso em si pode ter causas relacionadas, mas devem ser tratadas como questões separadas.

A maconha e o assunto que nunca sai de moda, concussões

Parece que mais do que nunca o assunto “concussão” está em alta. Na semana passada, um estudo do Journal of American Medical Association constatou que 99% dos cérebros doados por ex-jogadores da NFL apresentaram ETC, doença degenerativa causada pelas concussões. O maior estudo sobre o assunto até o momento.

O comitê que estuda esse possível uso da maconha faz parte da NFLPA’s Mackey-White traumatic brain injury, responsável pelo estudo de lesões cerebrais, entre elas, a ETC. Vale lembrar que os primeiros jogadores que apresentavam os sintomas foram diagnosticados por Alzheimer, pela semelhança dos sintomas. A maconha já é estudada há mais tempo como forma de tratamento desta doença.

Será que a NFL está finalmente assumindo os riscos das concussões frequentes e por isso relaxando quanto ao uso da cannabis? Estaremos de olho.

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