LULUZINHA ENTREVISTA OSCAR “MÃO SANTA” SCHMIDT

LULUZINHA ENTREVISTA OSCAR “MÃO SANTA” SCHMIDT

Oscar Schmidt jogou basquete por 32 anos (sendo 20 deles defendendo a Seleção Brasileira) e, por amor à camisa verde-amarela, recusou diversos convites para jogar na NBA (Liga Americana de Basquete), a fim de manter-se como “amador” e continuar defendendo o país.

O ídolo brasileiro, no entanto, compartilha conosco, muito mais do que você pode imaginar. Além de acompanhar o esporte onde consagrou-se um brilhante atleta, o “Mão Santa” também ama NFL e é ferrenho torcedor do New England Patriots (e acredita que o Tom Brady é o maior jogador de todos os tempos).

Tivemos oportunidade de conversar com ele sobre futebol americano, a Liga e sobre o cenário nacional nesse esporte.

Luluzinha: Oscar, como começou o seu interesse pelo futebol americano?

Oscar Schmidt: O interesse veio na Itália, quando eu via um jogo só por semana. Eu sempre gostei muito de futebol americano.

L: Tem algum time do coração, ou consegue torcer por vários ao mesmo tempo? E quais os times favoritos?

OS: Não, não. Eu torço muito para o Patriots. Muito! Quando o Patriots perde, é um dia de terror em casa. É, o meu time favorito é o Patriots.

L: Você possui uma invejável coleção de jerseys. Sua coleção já está completa?

OS: Claro que não! Tem muito time que eu não torço. Não vou comprar camiseta de um time que eu não torço nunca. Compro só dos caras que eu admiro e tem alguns que nem são do time que eu torço, como o (Richard) Sherman, o Peyton Manning e o Ray Lewis. Eu compro camisetas de quem eu gosto.

Foto: Arquivo Pessoal Oscar Schmidt

L: Se você fosse um jogador de Futebol Americano, que posição jogaria? Por quê?

OS: Isso é bem claro, eu seria o Quarterback. E eu seria um dos melhores do mundo, com certeza. Pontaria. O dado mais importante é a pontaria.

L: Tem algum jogo que considere inesquecível?

OS: O último Super Bowl foi um negócio assustador de inesquecível e com o Tom Brady no comando, sempre tem esperança.

L: Qual o jogador da NFL, de todos os tempos, que mais curte? E dos que ainda estão na ativa?

OS: Ah está na cara, o Tom Brady. Justamente, o Tom Brady (Risos).

Foto: Arquivo Pessoal Oscar Schmidt

L: O futebol americano é, acima de tudo, um esporte de estratégia. Quais lições do esporte você acredita que podemos aplicar nas nossas vidas?

OS: O futebol americano é um esporte violento e, se você bobear,  pode não jogar mais por conta de um lance qualquer. Isso demonstra que quem fica na ativa muitos anos tem mais capacidade de leitura da situação. Inclusive, se pudesse recomeçar minha carreira hoje, eu jogaria futebol americano. (!!!)

L: Já acompanhou algum jogo da NFL in loco? Como foi a experiência?

OS: Já acompanhei do futebol americano Universitário. Foi o da Florida State University, em que eles estavam perdendo fácil e eu fui embora no primeiro tempo triste. Depois, eles ganharam o jogo. Falando isso, dá a impressão que eu não entendo nada.

Foto: Arquivo Pessoal Oscar Schmidt

L: Há alguns anos, a NFL tem mandado jogos fora dos Estados Unidos, como na Inglaterra e no México. Especula-se que não irá demorar para que aconteça um jogo no Brasil. Esta especulação é, em grande parte, em virtude do crescente de público no nosso país. Como você vê este interesse, relativamente recente, dos brasileiros pelo esporte? Acredita que ele poderá se popularizar, como aconteceu com o vôlei e basquete?

OS: Só faltava não ter interesse, porque é um esporte incrível. Onde só os fortes sobrevivem e quem gosta de esporte tem que ser fã dessa manifestação maravilhosa que tem o futebol americano de perdoar somente os bons, quem é ruim não joga. Mas não diria tanto, porque primeiro que o futebol americano é transmitido por canais a cabo e canal a cabo é muito pouco para popularizar um esporte.

L: O futebol americano no Brasil cresce, também, em número de praticantes. A cada ano as ligas nacionais ficam mais organizadas e as equipes mais próximas da profissionalização. Você tem acompanhado o crescimento da prática no país?

OS: Sim, eu lembro que o Corinthians foi campeão algumas vezes e gostaria muito que o Flamengo também fosse. O único problema do futebol americano no Brasil é a transmissão. A transmissão é pobre ainda, pois a hora que pegar no breu, você vai ver que vai ter muitas câmeras pegando os lances mais interessantes do jogo, como é nos EUA. Nos EUA, o futebol americano tem muitas câmeras, não pode ter só duas ou três, tem que ter muitas.

L: O crescimento do FA não está limitado aos homens. É cada vez maior a participação das mulheres, seja em campo, nas sidelines, como árbitras e escrevendo sobre o esporte. Como você vê o papel da mulher no esporte?

OS: Mesmo as mulheres sendo o “sexo frágil”, elas mostram, muitas vezes, serem mais fortes que os homens. Justamente por isso, o papel delas vem crescendo muito no esporte e elas são capazes de fazer o que quiserem.

Agradecemos a oportunidade da entrevista com Oscar Schmidt e reconhecemos a importância de grandes atletas do nosso esporte em seguir e divulgar a modalidade que tanto amamos. É com a ajuda de ídolos que poderemos fazer com que o futebol americano cresça cada dia mais!

<3

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