LULUZINHA ENTREVISTA CHRYSTHINA ROCHA, A MÃE DO BOTAFOGO REPTILES

LULUZINHA ENTREVISTA CHRYSTHINA ROCHA, A MÃE DO BOTAFOGO REPTILES

LULUZINHA ENTREVISTA

O bate-papo do Luluzinha Entrevista dessa vez é com a Chrysthina Rocha, mãe do atleta do Botafogo Reptiles tão conhecido no Rio de Janeiro, Caio Granado. Ela, após a perda trágica do seu filho, adotou todo o time. E a Tia Chrys, como é conhecida, passou a cuidar de todos os atletas do Reptiles com muito amor, carinho e atenção.

Sempre presente nos jogos e treinos, levando água e frutas para seus filhos e pronta pra dar o apoio tão necessário em cada batalha dentro e fora dos campos. Ela assumiu o sonho do Caio para si, sendo hoje umas grandes representantes do esporte para o Rio de Janeiro. Ela corre atrás de ajuda, patrocínio e reconhecimento não só para o Botafogo, grande paixão do seu filho, mas para todos os times cariocas.

Uma grande conquista  já foi alcançada pela Tia Chrys, um bosque, que como o Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Crivela, mesmo disse “Um bosque com nome e sobrenome, Bosque Caio Granado”. Um passo ao reconhecimento do esporte.

Luluzinha e atletas entrevistam!

Esse Luluzinha Entrevista foi feito de uma forma diferente. São tantas pessoas que admiram e gostariam de conhecer um pouco mais sobre a história da Tia Chrys com o futebol americano, que aceitamos perguntas de atletas. Atletas como o Guilherme Pagé, do Nêmesis de Sorocaba, que usava o #8 e o nome Granado em sua camisa de jogo, uma forma de homenagear o amigo que se foi. Thiago T-White do Botafogo Reptiles, seu grande amigo, dentro e fora do FA, que possui uma tatuagem do Caio Granado em seu braço, para levar as boas lembranças com seu amigo para sempre. Ival Maziero, atleta e coordenador defensivo do Flamengo Imperadores, amigo e admirador do atleta.

LULUZINHA ENTREVISTA CHRYSTHINA ROCHA
Foto: NFL Luluzinha Club

Luluzinha: O que o futebol americano significa para você?

Chrysthina: O futebol americano representa para mim o esporte que meu filho escolheu para praticar e o fazia com amor e dedicação. É um esporte fantástico.

Luluzinha: De onde veio essa paixão da família pelo esporte?

Chrysthina: Caio, desde pequeno, praticava atividades físicas. Fez várias modalidades de lutas. Participou de vários campeonatos. Aos 16 anos, conheceu o Paulo Abrantes que o convidou para praticar futebol americano na praia, no Islanders Rio de Janeiro. Quando chegou do treino, me disse que tinha encontrado o esporte da sua vida, o futebol americano.

Luluzinha: A perda do Caio Granado foi sentida por todos do FABR do Rio de Janeiro, e mesmo assim você abraçou o Botafogo Reptiles e tem os atletas como filhos. Por que esse amor tão grande pelo time?

Chrysthina: É muito difícil viver sem meu filho. No Botafogo Reptiles encontrei pessoas fantásticas que me ajudam a viver sem o Caio. São atletas focados, responsáveis e guerreiros. Inclusive, estou sentindo falta dos treinos.

Luluzinha: O Bosque Caio Granado teve a sua primeira árvore plantada no dia 27 de outubro. Uma homenagem ao atleta de futebol americano. Um marco tanto para a família quanto ao esporte. De onde veio essa ideia de homenagear seu filho com o bosque?

Chrysthina: Na verdade, o Caio era um garoto muito conhecido na Ilha do Governador. Deixou centenas de amigos. O pai de uma amiga dele, Thays Bastos, teve essa ideia e a passou para sua esposa, a vereadora Tânia Bastos, que tomou as providências necessárias para que o projeto fosse concretizado. Está tudo certo e o bosque terá suas obras começadas logo que o prefeito possa comparecer à cerimônia de plantio da árvore fundamental. Essa cerimônia foi adiada devido à ausência do prefeito no município no último dia 27. A mata que se tornará o Bosque Caio Granado fica a dez metros da casa onde Caio nasceu e se criou. Será um local com academia de ginástica, parque infantil, pista em saibro para corrida e caminhada e calçamento para pedestres, além de trilhas dentro da mata.

LULUZINHA ENTREVISTA CHRYSTHINA ROCHA
Foto: Divulgação

Luluzinha: Ainda estar presente e fazer parte da família Botafogo Reptiles ajuda de alguma forma com a dor da perda que todos ali sentem. Nos faz sentir mais perto do Caio. É nítida a força que você passa para eles e como eles lutam dentro de campo pela vitória. Como se sente com essa demonstração de carinho e admiração?

Chrysthina: Eu me sinto muito bem. Quando estou no vestiário com eles e vejo lágrimas descendo de seus olhos, tenho certeza que Caio Granado queria que eu fizesse isso. Vou aos treinos, levo lanches, vendo camisas para ajudar o time. Quero continuar a ajudá-los. Meu sonho é que eles sejam campeões e tenho certeza que serão. Desejo ajudar a conseguir patrocínios para o time. Pretendo que o futebol americano seja respeitado no Brasil.

Luluzinha: É possível falar que a paixão do Caio não apenas pelo Futebol Americano, mas pelo Botafogo, quebrou a barreira que existe entre os dois esportes dentro do time?

Chrysthina: Sim. Quando o Bruno Silva vestiu o uniforme do Caio Granado, mostrou respeito pelo futebol americano. Esta matéria foi ao ar no programa Tá na Área, na SporTv, no dia do jogo do Botafogo em 13 de setembro. No primeiro jogo do Botafogo após o falecimento do Caio, contra o Vasco, o time inteiro entrou em campo levando os capacetes dos jogadores do Botafogo Reptiles. A foto do Caio foi exposta no telão e houve um minuto de silêncio, seguido do grito da torcida de Caio Eterno.

Luluzinha: O que seu filho mais gostava no esporte?

Chrysthina: Ele dizia que futebol americano é um esporte de inteligência, em que os jogadores têm que ler o jogo em cada jogada. Gostava da dinâmica das partidas e do entrosamento entre jogadores. Ele dizia que apesar de ser um esporte coletivo, é também um esporte individual se pensarmos a defesa como um único bloco, bem como o ataque. Ele amava o convívio e se dedicava intensamente a todos os aspectos da preparação da equipe e da organização do Botafogo Reptiles como um todo. Caio se orgulhava de fazer parte do grupo que mais admirava no esporte, além de ostentar o escudo do seu time do coração, o Botafogo Futebol e Regatas.

LULUZINHA ENTREVISTA CHRYSTHINA ROCHA

Luluzinha: Qual mensagem positiva daria para os jovens do futebol americano?

Chrysthina: Não desistam. Continuem. Tenho certeza que o futebol americano será reconhecido no Brasil. Os atletas ainda poderão viver desse esporte. Se o Caio Granado é tão reconhecido, foi graças ao futebol americano.

Luluzinha: Como você vê o futebol americano agora que se aproximou ainda mais?

Chrysthina: Vejo como um esporte fantástico. Precisamos estar atentos ao tempo todo. É um esporte de garra, de determinação e de emoção o tempo todo.

Luluzinha: Agora com o término da temporada de 2017, o que espera do Botafogo Reptiles?

Chrysthina: Espero que o Botafogo Reptiles faça uma boa campanha em 2018, que se destaque ainda mais do que em 2017. Eu continuarei ajudando, e agora muito mais. Sonho em conseguir patrocínios para o time.

Luluzinha: Com a perda do Caio Granado, você sempre diz que ganhou 100 filhos. Qual a sensação de estar sempre fazendo a preleção nos jogos e no ônibus quando os jogos são fora de casa?

Chrysthina: Tenho nesses momentos a melhor sensação do mundo. Sinto que Caio está comigo. É pura emoção para mim e para eles. Os meus filhinhos são muito especiais.

Luluzinha: Como se sente ao passar pelo Bosque Caio Granado? O que significa e o que representa?

Chrysthina: Todos os dias eu passo no bosque. Agora ele significa um reconhecimento merecido ao meu filho que nasceu, cresceu, viveu intensamente na Ilha do Governador. Aqui ele estudou, trabalhou, teve inúmeros amigos, amou e morreu. Tomarei conta do bosque até o final de meus dias.

Essa foi a conversa com a Mãezona do Botafogo Reptiles, Chrysthina Rocha. Que com toda sua calma e tranquilidade, consegue passar tanta força e garra para o time ao gritar “Botafogo Reptiles, EU AMO VOCÊS!”.

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