LULUZINHA ENTREVISTA ANTONY CURTI

LULUZINHA ENTREVISTA ANTONY CURTI

Gente, sabe aquelas pessoas gentis, bem educadas, humildes e queridas?! Pois é. O Antony Curti, editor-chefe do The Concussion e comentarista calouro da #ESPNtemNFL, é exatamente assim.

Nessa semana que passou, ele topou conversar comigo antes de entrar na gravação do Semana NFL e foi um papo super bacana. Transcrevo aqui os melhores momentos desse bate-papo regado a café, que só fez com que eu admirasse ainda mais esse moço.

Não que seja esse o objetivo da entrevista, mas ele tá solteiro, viu? (rs)

No final da entrevista ele topou participar do #desafioLuluzinha e posto aqui as fotos que fiz (dá pra ver bem como ele é tímido). Não é a toa que identificamos ele como o muso da #ESPNtemNFL, né meninas? ♥

Antony, me explica sobre a tua relação com o futebol americano. Como tudo começou?

– Eu comecei a assistir o esporte em 2001, quando tinha 9 anos. Estava mudando de canal e vi um jogo passando. Fiquei assistindo e achei bem interessante porque gostei da “pancadaria”. Acho que início a maioria das pessoas olha o jogo e acha que é só pancadaria, como um UFC por exemplo, mas hoje a gente sabe que não tem nada disso. Nessa época minha mãe estava viajando pra fora do país e pedi pra ela trazer um jogo, o Madden, pro Nintendo 64 (eu sempre falo deste game nas transmissões pois gosto muito até hoje). Ela trouxe e aos poucos fui entendendo os objetivos, as posições e foi assim por uns 4 anos, de forma muito casual. Pois até então o futebol era meu esporte preferido e era o que eu acompanhava. Mas aí por volta de 2006 eu comecei a me aprofundar e buscar mais sobre o futebol americano. A internet começou a melhorar, teve o boom do youtube e comecei a assistir muitos vídeos dos jogos e documentários – nossa, eu assisti mais de 200 documentários, com certeza. Eu sempre gostei muito de história no colégio e estudar sobre a história do futebol americano era demais. Na wikipedia americana achei muito conteúdo bacana. Eu também comprava livros pela amazon… busquei muito sobre a teoria, pra saber sobre tática e regras. E fiquei cada vez mais envolvido com o esporte. Aí a coisa começou a evoluir e eu pensei “pô, quero jogar isso”.

Como foi essa virada, do video-game para a prática?

– Nessa mesma época tinha muito time de flag football aqui em SP, no parque Ibirapuera, e comecei a jogar em um. Os times não usavam capacete, shoulder pads, nem nada… era como se fosse um pic bandeira, com a tirinha do lado. Eu joguei dois anos como quarterback.

Bastante tempo. E você era bom?

– Ah, juro por Deus que acho que era bom. Minha mecânica de passe era bem melhor que do Philip Rivers e Tim Tebow, por exemplo e já é alguma coisa (risos).

Porque decidiu parar de jogar, Antony?

– Eu sabia que não ia ser um atleta profissional, apesar de amar esportes! Hoje eu sou do time de handball da faculdade e assim como eu sei que não vou jogar handball profissionalmente, sabia lá atrás que não seria um jogador de futebol americano. Ainda mais no Brasil que as coisas são mais difíceis, tem pouco investimento para os atletas – em alguns times tem jogadores que nem recebem salário, infelizmente. E por saber disso em 2009 eu parei de jogar para estudar pro vestibular. E isso me dói até hoje, eu vejo uma bola de futebol americano e quero lançar, fico louco.

E o The Concussion, como você teve a ideia de criar o site?

– Me considero um advogado “jornalista-jogador-frustrado” (risos). Eu sabia que não ia mais jogar, mas futebol americano era tão importante pra mim, estava tão inserido na minha vida, que eu não podia tangenciar isso, precisava manter o esporte por perto de alguma forma. Eu precisava pelo menos escrever sobre. E comecei a escrever sobre o assunto no finado Orkut, onde eu era moderador da maior comunidade sobre NFL que tinha. Só que foi crescendo, crescendo e tomando uma proporção que eu não esperava. Há exatos 3 anos no meu aniversário, depois que briguei com minha namorada na época – hoje não estamos mais juntos, mas agradeço ela pois foi por causa dessa briga, pois fiquei P da vida, que resolvi criar o site. Procurei um moleques interessados em escrever comigo, fomos organizando o site e foi crescendo, crescendo… virou um negócio grande. Hoje bate 10.000 pageviews e foi isso que deu abertura para que eu estivesse aqui hoje, comentando futebol americano.

Nossa, bem legal! E já faz 10 anos isso.

– Sim, essa é a mini-biografia dos últimos 10 anos.

O que acha dos sites e blogs brasileiros que falam de futebol americano hoje no Brasil? Você acha que eles também são responsáveis pelo crescimento da audiência no esporte?

– Sim, com certeza. Tem muita coisa boa. Eu acho que a gente vive ciclos de criação de sites de FA no Brasil. Eu faço uma analogia com revolução industrial, porque ela tem 3 fases a grosso modo. E acho que hoje estamos na terceira fase desse ciclo. A primeira fase começou com o Diário NFL e O Quarterback. E foi uma fase difícil pra esses sites. Nessa primeira fase, o Diário NFL conseguiu se juntar ao Uol e isso garantiu o crescimento dele. Alguns outros sites daquela época, não tiveram a mesma sorte, pois não havia uma fatia publicitária pra isso, não havia grande público. Hoje um site consegue ter 10.000 pageviews por dia, mas há 10 anos atrás o esporte era bem menor no Brasil.

A segunda fase tivemos o The Concussion, o NFL Brasil – que virou Endzone Brasil. Também começaram os sites de times – Patriots Brasil, Giants Brasil, por exemplo. Teve o NFL de Boteco, o Snap que era do Mancha e depois passou pro Edu Zolin. Bastante coisa boa. Mas tivemos o problema de Propriedade Intelectual nessa fase. Vários sites foram acionados extra-judicialmente pela NFL, para não usar o nome. E isso deu uma minguada geral no pessoal. Aconteceu algo parecido com a NBA e os perfis brasileiros que usavam o nome também.

E agora uma terceira, que aparece você e alguns outros blogs. Tem muito perfil de twitter e facebook. Vejo muita página de humor no facebook sobre FA. Eu acho super legal. Vocês, por exemplo, estão em um nicho inexplorado e com muito potencial. Conheço várias meninas que curtem o esporte, acompanham,são apaixonadas, tem jersey… e poxa, é legal ter algo direcionado pras meninas.

Simmmm. Eu adoro e não tinha nada que eu pudesse acompanhar, direcionado pra gente. Sentia falta de um conteúdo mais fácil e menos machista (risos).

– Tem tanta menina que gosta e acho até feio que tem gente que acha que as meninas assistem só por causa do Tom Brady, só por causa Garoppolo, porque os caras são bonitinhos. As meninas assistem porque gostam. FA é um esporte incrível.

Exatamente! Você já leu a nossa bio? Eles agregam, mas não é por isso que gostamos (risos).

– Eu conheço meninas que gostam, sigo perfis de meninas que acompanham e elas comentam de igual para igual com os homens. Elas entendem. Eu não chego a ser feminista, mas detesto essa coisa machista de achar que as meninas assistem por causa dos caras bonitos. Eu acho completamente ridículo isso.

Porque você acha que o esporte cresceu tanto para o público feminino?

– Acho que FA tem ganchos que atraem a audiência. Para muitos homens é o tackle mais pesado que atrai, eu por exemplo gosto da estratégia e da história rica do jogo. Acho que para as mulheres o Super Bowl foi um ponto que deu abertura, despertou curiosidade. Pois é um evento onde muitos portais que não tem a ver com o esporte, dão espaço para a notícia dos shows do intervalo, por exemplo. Isso desperta a curiosidade do que é esse tal de SB. Só que elas veem o jogo, começam a se interessar pelas regras, começam a assistir e por aí vai. Mas não é só esse fator. São várias coisas, eu acho. Os uniformes são legais, tem o super bowl, é um jogo inteligente. São vários fatores.

Acho que a Gisele contribuiu bastante sabia?!

– Sério?!

Sim, muita menina queria saber o que era esse tal de “quarterback” que a diva das passarelas casou. E ela sempre torcia bastante nas redes por ele… criou uma curiosidade.

– Sim! E eu sempre digo, o ser humano, desde que o homem é homem, é um ser motivado pela curiosidade. E como o FA trata de conquista, de conquistar o espaço do outro, usando a estratégia, acho que consegue manter o público muito envolvido. É como um jogo de xadrez, só que com contato físico. É maravilhoso.

Bem isso! Minhas amigas não entendem porque eu prefiro ficar o domingo em casa assistindo o jogo ao invés de ir pro parque. Eu separo o mundo em dois tipos de pessoas: as que adoram futebol americano e as que não conhecem futebol americano (risos).

– Definição perfeita! Não conheço uma pessoa que eu tenha mostrado o jogo e não tenha se interessado pelo esporte. Tem tanta estratégia envolvida que quem conhece, acaba gostando.

Tu tem paciência de explicar FA para mulherada? Amigas, namorada… Eu sei que a gente é bem chata quando está aprendendo (risos).

– Tentei várias vezes. Tentei apresentar para namoradas e não deu certo, mas não foi por isso que os namoros acabaram (risos). Eu tenho paciência de explicar pra todo mundo, porque é como se eu estivesse “convertendo” uma pessoa à uma coisa que gosto, que sou apaixonado. Quando me dispus a escrever sobre isso, me coloquei nessa posição, de estar aberto as perguntas, de levar o esporte para outras pessoas. Além daquele papo mais tático, com aquelas pessoas que acompanham o esporte há 10 anos, que vão ter outros tipos de perguntas, de opiniões, acho legal também atender as pessoas que estão começando e querendo entender o esporte. Tento atender todo mundo. Tenho muita paciência e as meninas podem perguntar sempre, sem problemas.

O Fumblecast e o The Playoffs, que fazem cobertura da NFL, abriram um espaço pro NFL Luluzinha em seus perfis. O Fumblecast me convidou para participar de um podcast e o The Playoffs fechou dois posts por mês comigo. Não sei se o The Concussion tem alguma coisa assim voltada para o púbico feminino sobre FA, mas eu sinto que cada vez mais os canais estão percebendo nossa presença e se interessando em dar um conteúdo direcionado para este público. Eu sinto que existe uma abertura para que as mulheres falem dentro do esporte, para outras mulheres. Você acha o que disso?

– Acho isso muito legal. As mulheres falando para outras mulheres, com certeza agregam bastante. No The Concussion, a gente abre processos seletivos para escolher os novos redatores e em 2011 uma menina passou. Infelizmente ela não pode ficar conosco, por motivos dela, mas a gente achou que seria muito legal ter uma menina na equipe, com outro ponto de vista sobre FA. Mas foi só dessa vez, depois disso, nenhuma outra menina se inscreveu. O que é uma pena, pois seria muito bacana.

Tem vaga aberta? Posso mandar meu CV? 

– Tem, mas o processo seletivo é em fevereiro (risos).

Eu vejo que é um movimento pontual aqui, mas na transmissão americana tem muita mulher trabalhando. Elas não apresentam o jogo, narração, mas fazem as reportagens de campo, as entrevistas…

– Nos Estados Unidos é mais comum ter dois homens na cabine e as mulheres em campo, cuidando das reportagens. Não sei muito bem porque, já tentei entender o racional e não cheguei em nenhuma conclusão, mas é assim. A Fox tem só mulher no time de transmissão em campo, basicamente. A Erin Andrews, por exemplo, talvez seja a repórter de mais destaque de FA e é muito boa. A entrevista com o Richard Sherman no final da conferência nacional nesse ano, foi ela que fez. E foi muito boa. Tem até um perfil no twitter, o NFLeiga que é a cara dela no avatar e achei ótimo. Ela faz um trabalho muito competente e muito melhor que alguns homens, inclusive. A CBS para o College tem uma mulher no campo também, a Allie LaForce.

No MNF de ontem vi que a Juliana Veiga apresentou um quadro, antes do Everaldo e o Paulo Antunes começarem a transmissão e fiquei super feliz. Você acha que esse formato pode chegar aqui, na ESPN, por exemplo?

– Essa pergunta é muito complicada, pois não posso responder pela ESPN, sobre os planos da emissora. Mas caso o formato fosse importado, acho que seria bem bacana.

Cairo Santos, primeiro brasileiro na NFL. Você acha que o fato dele ter sido draftado e estar jogando, vai dar mais visibilidade para o esporte, vai abrir mais espaço na mídia?

– Com certeza. O UFC explodiu no Brasil, pois o Anderson Silva e outros brasileiros começaram a ganhar. Na fórmula 1, a mesma coisa. Na época que o esporte deu um boom no Brasil, foi quando o Senna conquistava títulos. Ter um brasileiro participando, com certeza faz com que os olhos se voltem pro esporte. Imagina se o Cairo ganha um SB? Capaz de passar no Jornal Nacional, no Fantástico. Com certeza ter um brasileiro obtendo sucesso lá, vai fazer com que o esporte cresça. Quando você digita Cairo Santos no Google, você já percebe que vem muitos sites de notícias brasileiros dando destaque pra ele e pra história dele com FA, para os resultados dos jogos. Acabou a era do marido da Gisele nos portais quando se fala de FA. O Cairo teve uma temporada perfeita no College, quando ele foi eleito o melhor kicker da temporada e torço muito por ele, para que ele dê certo NFL e ajude a crescer o esporte no Brasil.

E nessa temporada, nessas cinco rodadas quais são as grandes surpresas da liga? Tanto as surpresas boas, quanto aos times e jogadores que estão deixando a desejar.

– Deixando a desejar tinha o Patriots, que vinha mal até ontem no MNF, que veio para queimar minha língua. Eu tinha escrito sobre isso, pois o Tom Brady vinha jogando muito mal, mas o Brady é uma fênix, quando a gente acha que ele tá morto ele ressurge com toda força. Às fãs de Patriots, peço desculpas pelas duras críticas, mas faz parte. Acho que o principal ponto negativo até agora é a divisão sul da conferência, como um todo: o Saints, o Carolina Phanters e o Atlanta Falcons. Eu esperava mais das três equipes. Principalmente o Saints. A defesa, que eu esperava que seria forte, que forçaria muitos turnovers, não aconteceu. Estamos vendo eles tomar 30 pontos do Tampa Bay Buccanears, em casa, no Super Dome. Perderam pro Cleveland Browns, que apesar de ser um time em ascensão, é de parar e coçar a cabeça, pois tem coisa errada. Pra mim, ele é o destaque negativo da temporada. Vamos ver se o tempo corrige. A principal supresa positiva é o Dallas Cowboys, eu coloquei ele ganhando a divisão. Ele investiu muito em linha ofensiva nos últimos drafts. Esses resultados de mais de 100 jardas nos últimos jogos, não caiu do céu. É fruto de um traballho bem pensado. Também me surpreendeu o San Diego Chargers, que vem voando baixo. O Philip Rivers é o meu MVP (Most Valuable Player) neste momento. Eu sempre gostei dele e brinco que ele é o Tony Romo da conferência Americana, pois ele é muito injustiçado pelo público. E acho que o Bengals também tem sido uma surpresa positiva.

Pra quem você torce?

– Eu torço pro Chicago Bears. Tenho uniforme, tenho caneca, chaveiro, tudo.

Antony, você joga Fantasy?!

– Jogo! Eu acho demais. Nossa, além de ser um game que te obrigada a acompanhar a temporada ele te dá possibilidade de brincar de coach. Pra escalar o time você tem que entender como ele pontua, contra quem ele vai jogar. É como se seu time estive na NFL. É muito interessante. Eu não tenho nenhum jogador do Bears no meu time e tenho dois dos principais jogadores do lado ofensivo do Packers no meu time. Poutz, quando vejo estou lá, comemorando os TD’s do Packer pois vou pontuar. Esse envolvimento que é muito legal, pois você acaba assistindo os jogos dos times que você não torce. É tão legal que foi importado pro Brasil, o Cartolas é basicamente isso. E o fantasy não começou na NFL ele começou no baseball e depois acabou sendo incorporado pela liga. Eu já venci umas duas vezes, estou indo bem nessa rodada. Não parece mas eu sou muito nerd (risos). Antes do draft eu faço um board em casa, para escolher os jogadores, avalio como estão indo, como estão as projeções… é sensacional. Eu adoro.

E sobre os casos de violência na NFL: o que você pensa disso? Você acha que a NFL está agindo de forma certa em relação aos casos?

– Eu condeno qualquer tipo de violência e nada justifica as agressões sob o ponto de vista ético. Mas quanto a postura da NFL, parafraseando a imprensa americana, existe um movimento onde os comissários das ligas tenham formação jurídica. E acho isso fundamental. É difícil julgar se eles tomaram a atitude certa, pois ninguém sabe o que os caras tinham em mãos, no caso do Rice, por exemplo. Então a gente fica julgando e condenando em cima de hipóteses. Obviamente, se eles tinham o video, agiram completamente errado, fora de timing. Mas é difícil saber. É uma situação muito delicada para NFL. As pessoas condenam a NFL por causa destes casos e acham que a liga se resume a escandalos. Mas ao mesmo tempo, vejo a eles fazendo coisas muito bacanas, como o Outubro Rosa, uma super campanha em prol das mulheres. E a liga além dessa campanha, tem outras bacanas também.

Fiz até um post sobre isso.

– Pois é. É importante porque o câncer de mama descoberto no início tem grandes chances de cura. O exame de toque sendo feito, as pessoas buscando médicos para fazer o exame, pode literalmente salvar vidas. E essa conscientização é muito importante.

O blog lançou uma campanha de conscientização, o #desafioLuluzinha. Você vai participar né? 

– Claro. Eu já coloquei meu twitter rosa, pra isso. Pra gerar no mínimo uma curiosidade. Sei que algumas pessoas olham e pensam “porque esse perfil está rosa?” E essa curiosidade pode levar alguém a fazer um exame, pois o cara vai no google, pra entender porque os jogadores estão com a chuteira rosa, porque tem gente com coisa rosa nas redes sociaos e descobre que é a campanha de combate ao câncer. E isso pode gerar o moleque que viu isso, perguntar ora sua mãe, se ela já fez o exame esse ano por exemplo. E sem esforço nenhum, quando vemos a gente está ajudando a salvar vidas. Isso é demais. Eu espero que essa mobilização cresça muito no Brasil. A atlética da minha faculdade fez as camisetas rosas para vender nesse mês, tem outras iniciativas acontecendo. Não tem efeito negativo nenhum participar, muito pelo contrário. Mesmo porque, câncer de mama pode dar em homem também, não é uma doença exclusiva para as mulheres. Todos temos que ajudar.

Você responde bastante as pessoas no twitter né? Acho isso tão legal!

– Sim, eu procuro responder todo mundo. Até as críticas. Por exemplo, esse ano eu assisti todos os jogos do Patriots com a camera all 22, que é aquela camera que pega todos os jogadores em campo. E realmente o Brady estava mal, errando nos passes, lançando em cobertura dupla, jogando como um calouro. Aí eu escrevi sobre isso no The Concussion e vem o cara e vai lá e ferra. Claro que teve um monte de gente que escreveu me chamando de otário, dizendo “chupa”, dando RT e perguntando “quem é seu Deus agora?”. Mas respondo até isso. Quando a gente torna nossa opinião pública, estamos abertos as críticas e temos que saber lidar inclusive com isso.

E essa história de ser o Muso do #ESPNtemNFL. Você está curtindo isso? (risos)

– Meu Deus, isso é sério? (risos). Não me acho bonito, não sei de onde saiu isso. Ontem o Aguiar até tirou onda com a minha cara por causa disso.

Você ficou vermelho, Antony!

– Fiquei. Eu sou super tímido e introvertido. Já falei, sou nerd, super na minha. Fico muito sem graça. Não estou acostumado com qualquer assédio. Esse carinho do público é muito legal, claro. Mas fico sem graça. Mas é legal, diga pras meninas que podem continuar, não me importo.

Está decretado: você é o muso do #ESPNtemNFL!

– Tá bom, tá bom! (risos). Eu gosto desse contato com o público, é legal.

Antony, muito obrigada pelo teu tempo, adorei falar com você. Deixa um recado para todas as Luluzinhas que te acompanham aos finais de semana na ESPN.

– Queria agradecer pela entrevista e mandar um beijo para todas mulheres que participam, mandam mensagens, é sempre muito legal. Continuem participando, pois vocês fazem a transmissão mais inteligente, mais divertida. Sem vocês não seria tão legal como é. Um beijo para todas vocês que acompanham o NFL Luluzinha e a gente se vê todo domingo

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