LESÕES NOS JOGADORES: COMO IDENTIFICAR ANTES DE ACONTECEREM

LESÕES NOS JOGADORES: COMO IDENTIFICAR ANTES DE ACONTECEREM

Muitas pessoas já tiveram ideias inesperadas sobre algo que poderia vir a dar certo no futuro. Com o pesquisador Phil Wagner, não foi diferente.

Preso no trânsito do sul da Califórnia, há quase uma década, Wagner pensou em como poderia prever as lesões dos atletas simplesmente com base em como eles aterrissam após um salto. Essa ideia se transformou em uma empresa que continua crescendo no ramo de pesquisas científicas esportivas.

A Tecnologia

Um dos grandes motores de crescimento da empresa são as equipes se interessarem em manter seus jogadores mais tempo em campo do que no departamento médico. A tecnologia desenvolvida por Wagner, batizada Sparta Science, tem como base uma plataforma de força e um software específico. Ele analisa seis saltos realizados pelos atletas em noventa segundos.

A plataforma capta a carga, explosão muscular e direção de cada salto. Tais informações são somadas ao gênero, idade, esporte, posição, históricos de lesões e até etnia para gerar uma gama de dados. E são esses dados que podem ajudar as equipes a aprender sobre onde o atleta está mais suscetível a lesões. E ainda como preveni-las e a qual esporte e posição ele se adéqua melhor, conforme a sua habilidade atlética. Sim, pode parecer exagero ou até mesmo maluquice, mas nossos pés podem nos mostrar tudo isso.

Teste de salto da Sparta Science

O próprio pesquisador já recebeu perguntas do tipo: “Como você pode dizer tudo isso através de noventa segundos?”. Segundo ele, resposta é simples:

“É como se fosse um iceberg, o salto é a ponta que aparece. Mas abaixo do nível da água existe muita informação que não somos capazes de ver, como: o passo do indivíduo, etnia e demografia, e isso conta muito sobre seu histórico.”

Colocando em prática

Wagner, em 2010, lançou o Sparta Science, tendo Jeremy Lin (atual armador do Brookyln Nets na NBA) como seu primeiro atleta de renome.

Após a instalação do software para análise de dados, o Sparta foi inserido por contrato em equipes profissionais em diversas ligas como Colorado Rockies (MLB), Cleveland Cavaliers (NBA), além de times da MLS (Major League Soccer) e alguns times internacionais de Rugby.

A eficiência e os benefícios desta nova tecnologia foram na prática comprovados pela Universidade de São Francisco. A instituição obteve resultados impressionantes, além da redução do custo do seguro médico para os atletas. Como consequência, a Universidade pode dispor de mais recursos para investir nas equipes e atletas.

A Tecnologia a Serviço da NFL

O GM do Atlanta Falcons, Thomas Dimitroff, é um grande entusiasta desse tipo de tecnologia. Ele fez com que Jeff Foster (membro do Scouting, que seleciona os jogadores universitários para o combine) a testasse em cerca de cinquenta atletas avaliados antes do draft.

Foster tem difundido a tecnologia junto aos demais times da NFL para que a introduzam em seus testes regulares como 40 – yard dash, o supino de 225 libras, o salto vertical e a corrida de 20 jardas em zigue-zague.

Atleta executando salto durante o Combine da NFL

O que você acha sobre seu time reduzindo gastos  em cirurgias e aumentando salary cap para contratação de melhores jogadores? Ou até a reformulação de contrato para as suas estrelas? Parece uma boa opção, não é?

Agora só nos basta esperar e ver quanto tempo os outros times levarão  para adotar essa ferramenta que pretende mudar futuro de jogadores e franquias.

 

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