FAMÍLIA DE AARON HERNANDEZ PROCESSA A NFL

FAMÍLIA DE AARON HERNANDEZ PROCESSA A NFL

Nessa última quinta-feira (21), a família do ex-jogador Aaron Hernandez, anunciou que iria processar a NFL, assim como o New England Patriots. A decisão veio após o tight end ser diagnosticado com um sério caso de Encefalopatia Traumática Crônica.

Hernandez estava preso desde 2013, quando foi condenado à prisão perpétua, sem direito à liberdade condicional, pela morte de Odin Lloyod. Após cometer suicídio em 19 de abril deste ano, sua família enviou seu cérebro para pesquisadores da Boston University, para estudos.

E os resultados foram surpreendentes. O ex tight end foi diagnosticado com Encefalopatia de terceiro grau, mais comumente visto em jogadores de 67 anos. Hernandez tinha apenas 28 anos quando faleceu. Entre os sintomas relacionados à doença, estão depressão, agressão incontrolável e impulso suicidas.

Foto: Divulgação

Na ação judicial ajuizada em nome de Avielle Hernandez, filha de Aaron com Shayanna Jenkins-Hernandez, a Liga é acusada de ignorar os possíveis efeitos colaterais causados pelos impactos dos jogos. Também relatam que, quando o tight end entrou na NFL em 2010, tais danos já eram bem conhecidos da Liga. Contudo, mesmo assim eles falharam em divulgar, protegê-lo dos possíveis danos e trata-lo caso isso ocorresse.

É importante ressaltar que a Encefalopatia Traumática Crônica é diagnosticada em vida apenas através dos sintomas mostrados pelo paciente. O acúmulo da proteína é confirmado apenas após a morte deste.

Ao final da ação, a família culpa o suicídio de Hernandez nos sintomas da CTE (sigla em inglês). E que, como resultado da negligência por parte da Liga, Avielle foi privada do amor, carinho e companhia de seu pai enquanto este ainda estava vivo.

A família pede USD 20 milhões em indenizações.

Obstáculos no processo

Em resposta, a NFL falou para alguns repórteres que pretende lutar vigorosamente contra as acusações. Há também outro detalhe que pode influenciar diretamente o resultado do processo. Jogadores que terminaram suas carreiras antes de 2014 desistiram do direito de processar a NFL e suas partes. A não ser que estes optassem por um acordo de concussão com a liga.

O acordo de concussão consiste na criação de um meio para jogadores e liga negociarem, caso algum jogador aposentado antes de 2014 se sinta lesado devido às situações ocorridas quando ainda jogavam. O que não é o caso de Hernandez. Sua última partida foi em janeiro de 2013, porém sua carreira não teve uma data final certa. Por isso, à primeira vista, seu nome não está incluso no acordo. Dessa forma, sua filha também não teria o direito de processar a NFL. E para que os jogadores possam fazer parte deste acordo após a data limite, é necessário aprovação do Comitê.

O suicídio de Aaron Hernandez não foi o único ligado a CTE. Em 2012, a família de Junior Seau, ex-jogador dos Patriots, processou a NFL por homicídio culposo, após Seau ter cometido suicídio. Neste caso, como fazia parte do acordo de concussão, a família do jogador pode continuar com o processo.

Já os Patriots não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. No entanto, o head coach Bill Belichick foi questionado sobre como a franquia informa jogadores sobre CTE. Em resposta, o HC disse não saber como é o procedimento, uma vez que é apenas o técnico e que não se envolve no departamento médico.

 Fonte: Bleacher ReportSports IllustratedNFL Concussion SettlementESPN BrasilGlobo Esporte

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