ENTREVISTA COM CAMILO SOARES (CJ), DL #42 DO JUIZ DE FORA IMPERADORES

ENTREVISTA COM CAMILO SOARES (CJ), DL #42 DO JUIZ DE FORA IMPERADORES

Com a disputa pelo título da primeira Copa Minas se aproximando, nada mais justo que perguntar para personagens do próprio jogo sobre as expectativas e preparação necessárias para a construção desse espetáculo. Vamos falar sobre um jogador que talvez poucos notem, mas que se destaca na sua versatilidade em corridas e bloqueios. Camilo Soares, o CJ, é o número #42 do Juiz de Fora Imperadores. Jogador da linha defensiva, começou o campeonato jogando de fullback, num misto de corredor e bloqueador. Ou ele abria caminho para o RB bloqueando adversários a sua frente ou  carregava a bola. Porém, na reta final da primeira Copa Minas, passou para a posição de DL.

Camilo Soares, CJ, atuando como fullback Foto: Divulgação

Muito elogiado durante a primeira partida contra o Sada Cruzeiro, CJ teve destaque nos terceiro e quarto quartos quando “trocou” sua posição no ataque por uma posição na (cansada) defesa dos Imperadores. Com a chance de contar um pouco sobre toda a experiência durante o campeonato, o grandão irá nos mostrar porque Minas Gerais está à espera de uma final memorável no dia 24 de junho.

Luluzinha: Qual a história por trás da sua atuação pelo Juiz de Fora Imperadores (o time é a junção de dois rivais da cidade)? Você reside em outra cidade do interior de Minas. Em que o deslocamento dificulta para a presença em treinos?

CAMILO SOARES CJ: Minha história com o time de Juiz de fora começou bem antes do Imperadores. Em 2008, junto com alguns amigos, formamos um time na cidade de Ubá. Quando pesquisamos sobre o esporte descobrimos o, hoje extinto, Red Fox. Fizemos contato na busca de aprendizado e me convidaram para disputar o primeiro Minas Bowl, isso em 2009, se não me engano. Desde então, criei amizade com vários atletas que hoje atuam no Imperadores.

No decorrer de todos esses anos, sempre que possível, jogava pelo Red Fox, o que me manteve sempre no cenário do FA em Juiz de Fora. Com a iniciativa Imperadores ganhando força, fui convidado a fazer parte dela e aceitei o desafio de transição do no pad pro fullpad. O fato de morar fora da cidade, a cerca de 170 km de distância, deixa tudo um pouco mais difícil. Mas, com muito trabalho duro, fazendo treinamentos individuais e com o apoio do A2 Studio, que me proporcionam todos os equipamentos pra montar meus treinos, além de idas aos treinos do time sempre que possível, estou conseguindo manter um ritmo de treino e evoluindo meu nível de jogo.

L: Sobre o primeiro jogo contra o Sada Cruzeiro: qual era a expectativa? Hoje ela é a mesma?

CJ: O primeiro jogo pra mim foi um momento único. Depois de quase 10 anos de luta no esporte, enfim foi minha estreia na categoria fullpad, o que deixou tudo muito especial. Hoje tenho a ajuda da Tecon Engenharia para poder comprar equipamentos melhores e continuar jogando na categoria por toda a liga nacional. O ambiente, a nova realidade do jogo e a participação no início de um projeto tão bem elaborado como o Imperadores… Tudo deu um toque de realização de um sonho. Mas, agora que esse sonho se tornou realidade, vejo que era só o começo. Muito treino e evolução individual e também como parte do time, então as expectativas aumentaram, porque agora é uma final de um campeonato estadual enfrentando um time fantástico.

L: Para o primeiro jogo do campeonato, o time tinha vários reforços que pareciam não estar muito entrosados com o restante da equipe. Como foi e como está atualmente a convivência com esses reforços? E como está o entrosamento durante os jogos?

CJ: O time conta com jogadores incríveis no elenco! O mais incrível de cada um deles está além do que fazem em campo, está na forma como abraçam o time e, também, a nós atletas que contamos com uma experiência menor. Eles sempre estão dispostos a jogar melhor e fazer com que todos a sua volta joguem melhor. O entrosamento sempre vem com a prática, e o fato de formar uma equipe em busca de um mesmo objetivo nos ajuda a desenvolver nosso entrosamento de forma natural.

Foto: Divulgação

L: Em relação a preparação do time para esse último jogo, o que você pode nos contar?

CJ: Posso garantir que o time vem treinando muito duro e buscando evoluir o seu jogo. Todos estão se doando ao máximo para honrar as cores do time em campo. Posso garantir que tudo que está ao nosso alcance está sendo feito para nos tornarmos melhores a cada dia.

L: A troca de posição da sua escalação aconteceu de forma natural ou baseada em sua versatilidade de atuação?

CJ: A troca de posição veio da evolução do time e do plano de jogo. Sempre buscamos ter o melhor possível em campo para aumentar o nível de jogo da equipe. Essa mudança foi um dos aspectos que a comissão técnica julgou como um ponto evolutivo. Como em outras oportunidades, inclusive durante a estreia contra o próprio Sada, eu já atuei nas duas posições (FB e DL), então não foi uma mudança tão drástica quando coordenador defensivo achou que eu poderia render mais jogando na linha defensiva.

L: O que podemos esperar dos Imperadores para o último jogo dessa Copa Minas e para o início da Liga Nacional?

CJ: Podem esperar um time que está treinando duro para minimizar seus erros e jogar no mais alto nível. E o principal que podem esperar é um time que sempre deixará 200% em campo. O trabalho está sendo feito e os bons resultados serão a consequência desse trabalho.

L: Você teria algo a nos dizer sobre a sua experiência como atleta de futebol americano no Brasil?

CJ: Se pegar tudo que um atleta amador no Brasil em um esporte não convencional faz para se manter em atividade dá pra escrever um livro. Meu caso não foge muito. Sempre estive disposto a jogar em qualquer lugar que pudesse para deixar vivo o sonho de jogar FA. Fui da ajuda na criação e estruturação de times (como os da cidade de Ubá e Viçosa) até a ser atleta por onde me convidaram (como o Red Fox de Juiz de Fora e o time de Itaperuna-RJ, pelo qual disputei a LIFFA em 2012). Foram horas de viagens e de muito investimento que valeram cada centavo para chegar a fazer parte do Imperadores. Vale destacar que é uma equipe impecável do staff à Diretoria, incluindo os outros atletas. Se for dar todos detalhes, poderíamos ter história para conversar por semanas (risos).

Desejamos boa sorte aos times e que esse jogo seja uma final espetacular para todos os atletas e torcida de Minas!

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