DISPUTA NO CHICAGO BEARS: A POSIÇÃO DE QUARTERBACK

DISPUTA NO CHICAGO BEARS: A POSIÇÃO DE QUARTERBACK

A noite do Draft deste ano começou com fortes surpresas quando o Chicago Bears decidiu que deveria investir no quarterback Mitchell Trubisky e fez uma jogada – para muitos, exagerada – que consistia em uma troca pela segunda escolha geral. Era certa a intenção do time: ter finalmente um QB-frachise. Entretanto, o front office da franquia já havia assinado com o veterano Mike Glennon. Dessa forma, temos agora uma competição pela posição.

O veterano Mike Glennon

Mike Glennon, ex-QB Tampa Bay Buccanears

Antes do grande dia, o draft, o Chicago Bears investiu U$ 45 milhões em Mike Glennon, que passou as suas primeiras quatro temporadas da NFL no Tampa Bay Buccaneers. Ele foi selecionado na terceira rodada do draft de 2013 pelo time da Flórida e, como calouro, jogou 13 jogos e lançou para 2.608 jardas, 19 touchdowns e nove interceptações.

No ano seguinte, Glennon jogou somente cinco jogos como starter, quando obteve um rating de 83.3 sendo backup do quarterback Josh McCown. Mesmo com número razoáveis, não inspirava confiança no Buccs, que em 2015 buscou por outro QB e selecionou na primeira escolha geral Jameis Winston. Desde então o veterano não participou de nenhum snap. Logo, não sabemos o quanto Glennon ainda está em forma.

O rookie Vontae Mack no matter what Mitchell Trubisky

Mitchell Trubisky

Talvez, tenha sido essa insegurança que inspirou o Bears a negociar escolhas por mais um reforço na posição: Mitchell Trubisky. O calouro de North Carolina acertou 304 passes de 447 tentados, lançando para 3.741 jardas e 30 touchowns. Sem dúvidas, era um dos melhores da classe deste ano.

E quem começa?

Todos esses movimentos durante a free agency levantou vários questionamentos em relação a quem realmente será o quarterback do Chicago Bears em 2017? O mais sensato é: o time planeja “poupar” o calouro. Os torcedores de Chicago estão insatisfeitos com a péssima atuação nos últimos anos e tem pressionado a franquia. É provável que pensando no aspecto psicológico do jogador, deixem que Glennon assuma este ano para que Trubisky adquira experiência.

Mas isso não descarta o fato de podermos ver o calouro em campo, afinal ele tem chamado bastante atenção no training camp e se o veterano obtiver um sequencia ruim de jogos, a responsabilidade mudará de mãos.

Certamente, Glennon não é a resposta em longo prazo, mas o melhor para o momento. Isso não descarta o fato de que ele pode “salvar” o ataque, além de especialmente ajudar Trusbisky a desenvolver devidamente sua experiência na Liga.

Mitch Trubisky durante o Minicamp

Devemos lembrar ainda a presença de Sanchez, que tem experiência, como backup. Sanchez jogou em 77 jogos da NFL em oito temporadas pelo Jets (2009-13), Eagles (2014-15) e Cowboys (2016). Ele completou 56,7 por cento de seus passes para 15.219 jardas com 86 touchdowns, 86 interceptações e um rating de 73.9 ao longo desses anos.

O general manager, Ryan Pace, afirma que será um recurso valioso tanto para Glennon quanto para Trubisky.

“Ele percorreu os altos e baixos da nossa liga”, disse Pace. “Ele jogou em alguns mercados grandes. Ele lidou com os desafios. Ele lidou com o sucesso. Ele é o tipo de jogador que exala confiança. Eu gosto disso.”

Resta saber se toda essa estratégia e fatores irão mesmo contribuir para que o Chicago Bears volte a ser uma equipe vitoriosa, como ganhar a NFC North. No momento, o quarterback não é o único problema, mas é o primeiro passo dentre para uma reviravolta.

Fonte: Bleacher Report

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