DICAS DE FANTASY FOOTBALL: A POSIÇÃO DE TIGHT END

DICAS DE FANTASY FOOTBALL: A POSIÇÃO DE TIGHT END

As particularidades da posição de tight end: por que escolher Rob Gronkowski ou Travis Kelce nos dois primeiros rounds e simplesmente ignorar os demais? Tentaremos esclarecer isso agora.

O tight end pode não ser tão popular quanto o quarterback e talvez não tenha tanta relevância quanto o wide receiver ou running back. Mas não o subestime. A posição de tight end no fantasy football pode ser o diferencial de sua equipe assim como na “vida real”.

O Tight End no Fantasy Football

Entretanto, é preciso ter cuidado com um ponto: há diversos tipos de bons tight ends. Há jogadores na posição que são melhores auxiliando a linha ofensiva, outros que são melhores na redzone e outros que são melhores “wide receiver”. Esse último é quem você deve dar preferência ao seu fantasy.

Tight ends como Rob Gronkowski e Travis Kelce são os que mais chamam atenção dos fãs de NFL por serem explosivos e alvos de confiança de seu quarterback. Se você seguir o seu instinto de amante de futebol americano você saberá que eles são os melhores. O seu erro será a precipitação e utilizar escolhas altas neles. Esses dois jogadores deveriam sair no 3º round, mas já adianto que não é isso que acontece.

Se você for paciente e reconhecer o verdadeiro valor de cada jogador, de cada posição, vai esperar o 3º round para conseguir o seu tight end. Mas vamos supor que você pretende ser mais paciente e Gronk, Kelce, Greg Olsen, Jimmy Graham e Jordan Reed não estarão mais disponível. É este o momento de cautela.

Atualmente exigimos que o tight end seja completo – bom recebendo passes e bloqueando -, mas ainda há jogadores que se destacam em campo, mas não tem isso refletido no fantasy por não ser a maior parte do tempo wide receivers. No fantasy football, o bom é tight end é aquele que é wide receiver.

Alguns exemplos da posição de Tight End

Podemos exemplificar avaliando Jimmy Graham e Jason Witten. Graham sempre foi um dos favoritos dos Managers de fantasy, pois era o principal alvo em New Orleans. Quando se mudou para Seattle foi a grande decepção. O esquema tático do Seahawks exigia que ele auxiliasse mais a fraca linha ofensiva do time e consequentemente evitava que ele saísse para receber passes. Isso é evidenciado por inconsistências em seus números no Fantasy. Somente após o fim da temporada que o técnico Pete Carroll tentou ajustar isso.

Quanto a Jason Witten, ele jamais foi incontestado dentro de campo. É completo. Contudo, com diversas opções confiáveis de recebedores e mudanças na posição de quarterback em Dallas, Witten desempenha com mais frequência o papel de abrir espaço para os corredores. Atualmente, é usado pelo time como alvo confiável na redzone. Anota touchdowns, mas conquista poucas jardas. Ano passado totalizou somente 83.30 pontos, sendo que na “era Romo” ultrapassava a marca de 100 pontos no fantasy. Essa queda tem se dado desde 2015 quando o Cowboys passou a lidar com ausência de Tony Romo e o time estabeleceu como força o jogo corrido.

Dito isso, podemos concluir que esperar demais por um tight end pode não ser tão boa estratégia. Você deverá ter certo “feeling” para saber qual é o momento certo. Talvez tudo dependa da sua posição de escolha no Draft.

Calma. Não se desespere. Assim como nas demais posições, ser capaz de notar o cara que está no canto, “olhando todos dançarem” é o diferencial. No final da noite você terminará com alguém que te valorize e traga alegrias, enquanto vai sobrar gente sem ninguém.

Logo, anota essa lista de “patinhos feios” que separamos para você.

Julius Thomas, Miami Dolphins

Julius Thomas, Miami Dolphins

Confesso que tenho um pouco de medo, dado o fator: Jay Cutler.

Julius Thomas fez ótimas temporadas em Denver, mas caiu de produção em Jacksonville. Essa queda de desempenho pode ser atribuída à falta de um bom quarterback e uma boa linha ofensiva. Podemos lembrar o exemplo que utilizamos acima – Jimmy Graham – como comparação que nunca foi bom bloqueando. Mas, ao contrário do TE de Seattle, ele não contava com um Russell Wilson e Pete Carroll para permitir que mostrasse seu talento.

Além disso, ele tem a fama de “jogador de vidro”. Seu histórico de lesão é outro fator de desconfiança. Ele vem de uma temporada com 736 jardas, 76 recepções. 

Mesmo assim, eu daria uma chance a ele como TE backup. A estimativa é que ele seja selecionado por volta do 13º round. Ele tem jogado bem na pré-temporada e a linha ofensiva de Miami foi reforçada e não é tão ruim quanto do Jaguars permitindo que ele possa ser um alvo de confiança para Cutler que conta com Jarvis Landry. A expectativa é que ele funcione como uma espécie de WR3.

Ele é um risco a ser considerado correr.

Jack Doyle, Indianapolis Colts

Jack Doyle, Indianapolis Colts

Particularmente é um dos meus preferidos dessa lista.

A saída de Dwayne Allen, pra o New England Patriots, abriu o caminho para Jack Doyle. Na temporada passada Doyle teve um bom desempenho como 2º TE com 59 recepções, 584 jardas e 5 touchdowns sendo que jogou apenas 750 snaps. Além disso, ele liderou os tight ends da NFL com uma taxa de recepções de 78,7% e pelo menos 20% dos alvos de Luck são tight ends.

As análises do training camp do Colts indicam que não há dúvidas que Doyle será o TE titular do time e que a confiança de Andrew Luck nele cresceu ao longo da última temporada.

Tudo indica que ele é uma ótima escolha.

Cameron Brate, Tampa Bay Buccaneers

Cameron Brate, Tampa Bay Buccaneers

Cameron Brate foi a surpresa da temporada passada. Escolhido nos últimos rounds terminou a temporada com 114 pontos e ranqueado como um dos melhores TEs. Brate foi bastante acionado na redzone. Dos 81 passes lançados em sua direção 17 foram próximos a endzone. Número inferior somente ao do principal WR do time, Mike Evans, que foi buscado por Jameis Winston 19 vezes.

O Buccaneers possui um ataque ainda em desenvolvimento, mas que funciona com os novos talentos. Investindo nisso, o Buccs trouxe no draft o TE OJ Howard que estava cotado como o melhor da classe de TE deste ano e isso fez com que Brate perdesse seu valor aos olhos de muitos Managers no fantasy.

Howard pode até receber o papel de protagonista do ataque, mas não exclui Brate. O trainning camp do time mostrou que ele ainda será uma peça bastante acionada. Logo, não faça como muitos e o ignore. A estimativa é que ele saia por volta da 13ª rodada.

Evan Engram, New York Giants

Evan Engram, New York Giants

Evan Engram pode ser considerado a aposta mais ousada dentre as demais sugestões. O motivo pelo qual o insiro nessa lista é devido ao fato do técnico Bem McAdoo alegar que o time pretende coloca-lo como reforço imediato e trabalhar com ele por todo o campo.

Convém, contudo, lembrarmos que o New York Giants possui um bom corpo de recebedores, exigindo que Engram exerça a função que destacamos como importante em um TE no fantasy. Com as lesões de Sterling Shepard e Odell Beckham Jr, ele pode acabar conquistando a confiança de Eli Manning.

Baseado em seu desempenho no college football, Engram foi comparado com Jordan Reed. É um jogador explosivo e atlético, nessa pré-temporada ele recebeu apenas 6 passes com média de 12,5 jardas por recepção. Bom para um TE2.

O que é “flex” (já mencionado nos textos anteriores)?

Vale ressaltar que em algumas ligas você é permitido ter o tight end como “flex” no seu roster. O ataque do seu time obrigatoriamente deve conter dois running back, dois wide receivers e um tight end. O flex é como um “bônus livre” onde você é quem decide se joga com um RB ou WR, mas essas ligas te dão a opção de ter mais um tight end titular.

Concluímos, portanto, que os TEs não devem ser ignorados, porém você deve saber reconhecer o real valor deles em cada round. Esperamos ter ajudado nisso.

Se você está acompanhado nossos textos recheados de dicas, está 99% preparado para sair do draft como Sashi Brown.

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