CLEVELAND BROWNS E POLÍCIA UNIRÃO FORÇAS CONTRA O RACISMO

CLEVELAND BROWNS E POLÍCIA UNIRÃO FORÇAS CONTRA O RACISMO

O Cleveland Browns unirá forças para combater o racismo com polícia, bombeiros e militares dos Estados Unidos neste domingo (10), antes da partida contra o Pittsburgh Steelers. Browns e polícia lutam contra o racismo na intenção de conscientizar os cidadãos americanos.

Um vídeo será transmitido antes da execução do hino nacional, a fim de expressar solidariedade com a classe e enfatizar a importância da diversidade e igualdade. Além destes, os funcionários de segurança pública e a família Haslam, proprietários do Cleveland Browns, também estarão de pé ao lado dos jogadores.

A principal intenção é estreitar os laços da polícia com a comunidade. Criar diálogos para discutir a relação de ambos, além de abordar o assunto racismo.

“Isso significa que as pessoas estão dispostas a se sentar e trabalhar juntas para encontrarem soluções reais, ao invés de simplesmente falar sobre o que está errado e quem é o culpado.” declarou o chefe de polícia, Calvin Williams. “Foi isso o que o Browns fez. Vieram à mesa e disseram: queremos conversar com o pessoal, começar um diálogo. Os jogadores lideraram isso. Eles que disseram ‘Queremos sair na comunidade pra começar a falar sobre isso’.”

As discussões e a decisão

As discussões sobre o pré-jogo começaram há cerca de 9 dias. Jogadores do Browns (Christian Kirksey, Jamie Collins, Seth DeValve, Randall Telfer, Ibraheim Campbell, Jamar Taylor e Ricardo Louis) juntaram-se aos proprietários Jimmy e Dee Haslam e outros membros do front office da equipe para falar sobre o porquê de alguns jogadores terem se ajoelhado em oração durante o hino nacional, antes do segundo jogo da pré-temporada.

“Todos nós temos um trabalho, e a parte principal é tratar os outros como você gostaria de ser tratado.” disse o linebacker Christian Kirksey.

Os Haslams, acompanhados do Diretor de Desenvolvimento do Jogador, Ron Brewer, disseram que queriam entender a mensagem dos jogadores e ver como a organização poderia amplificá-la. A partir desta discussão, foi decidida a ação para o pré-jogo de domingo.

Calvin Williams e outros membros do Departamento de Polícia de Cleveland se encontraram com jogadores na última quinta-feira (7) para compartilhar ideias. O TE Randall Telfer sugeriu que as pessoas da cidade usassem t-shirts escritas “Cleveland contra o mundo”.

“Queremos unificar, não criar uma desconexão entre nós e nossos fãs, ou qualquer outra pessoa que assista aos jogos. Não queremos desrespeito à bandeira, ao hino nacional, à aplicação da lei ou à qualquer funcionário público. Temos uma visão clara do que esperamos que esta nação e esta comunidade possam ser.” disse Telfer. “Nós entendemos que a polícia está aqui para proteger e servir. É nisso que nos concentraremos. São humanos também.”

Os recentes casos de racismo

Os esforços da equipe são em resposta a uma série de acontecimentos relacionados ao racismo, no país e na NFL.

Nesta semana, o DE Michael Bennett, acusou a polícia de Las Vegas de uso de força excessiva contra ele. Já Colin Kaepernick permanece sem equipe desde o episódio em que se ajoelhou, em forma de protesto, durante o hino nacional americano na última temporada.

(Foto: Michael Zagaris/Getty Images)

“Até que comecemos a falar sobre raça e igualdade, construindo bairros e trabalhando juntos, não conseguiremos resolver o problema.” disse Dee Haslam. “Eles (jogadores) querem falar sobre isso, e querem fazê-lo com ajuda policial.”

As ações do pré-jogo vem de encontro a declaração do Presidente da Associação de Patrulhamento da Polícia de Cleveland. Steve Loomis primeiramente, ele declarou ao site cleveland.com que os membros não segurariam a bandeira nacional no domingo. Porém, na maior parte das vezes são fãs e funcionários do Browns que seguram a bandeira, o que se manterá.

Após, Loomis divulgou uma declaração ao Browns:

“Aceitamos seu convite. O Gabinete do Chefe está escolhendo 20 membros para participar deste evento. Mais uma vez Cleveland passou por cima da ‘briga’ e demonstrou que uma comunicação respeitosa é a chave para resolver qualquer problema. Sempre podemos cumprir o combinado, comunicando-nos e trabalhando juntos mais do que nunca.” 

Esperamos que a ação conjunta sirva de conscientização em relação ao racismo. Um pensamento retrógrado, que, apesar de já estarmos em 2017, ainda assola nosso planeta. Nem a NFL, uma Liga tão diversificada, está livre disso.

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