CENTURYLINK E A PRÁTICA DOS NAMING RIGHTS

CENTURYLINK E A PRÁTICA DOS NAMING RIGHTS

Naming Rights é  a prática da concessão de direitos de nome em que empresas donas de algum estabelecimento de espetáculos culturais e/ou esportivos dão o nome para uma marca ou produto. No futebol americano é o que costumamos ver em estádios e arenas.

Alguns fãs mais veteranos podem achar que os naming rights são apenas mais uma forma de comercialização do esporte, porém um contrato bem negociado pode trazer inúmeras vantagens para os times. É o caso do Seattle Seahawks com a renovação de contrato com a CenturyLink.

O Seahawks renegociou seu contrato de Naming Rights com a empresa de telecomunicação em um contrato de 15 anos, por US$162.7 milhões, o que pode dar ao time por volta de US$11 milhões ao ano, até 2033. O novo contrato está em quinto lugar dos 24 times que vendem seus naming rights na NFL. Apesar da cidade de Seattle não justificar tanto investimento, uma vez que não está entre as cidades americanas mais populosas ou com alta renda, o desempenho da franquia nas últimas temporadas faz com que o estádio fique mais valioso.

Foto: Divulgação

No entanto, nem todas as histórias envolvendo nomes de estádios e empresas têm finais felizes. Em 1995, o Rams se mudou para St. Louis e para o Trans World Dome, que recebeu seu nome da empresa aérea Trans World Airlines. Porém, a companhia foi à falência e acabou sendo comprada pela American Airlines, que não queria seu nome associado ao do estádio, o que levou o estádio a adotar “Dome at America’s Center” por uma temporada inteira, até outro contrato ser negociado com empresa de corretagem Edward Jones em 2002. E esse não foi o único fiasco. O Nissan Stadium do Tennessee Titans já se chamou Adelphia Coliseum, antes da empresa falir. Já o Miami Dolphins vendeu o naming rights de seu estádio para a Pro Player em um contrato de dez anos. Contudo, a companhia de roupas esportivas se envolveu em escândalos e foi à falência em 1999 e a franquia não pode trocar o nome de seu estádio até o fim do contrato.

Atualmente, apenas 6 dos 31 estádios da NFL não tem Naming rights, sendo eles o Paul Brown Stadium do Cincinnati Bengals, Soldier Field do Chicago Bears, Lambeau Field do Green Bay Packers, Arrowhead Stadium do Kansas City Chiefs, Los Angeles Memorial Coliseum do Rams e o Oakland Alameda Coliseum do Oakland Raiders.

Entre aqueles com Naming Rights destacam-se o MetLife Stadium, casa do Giants e do Jets, em um contrato de 25 anos que vale US$400 milhões; Hard Rock Stadium do Miami Dolphins, em um negócio de US$250 milhões por 18 anos; e o NRG Stadium do Houston Texas de US$300 milhões por 32 anos.

Fonte: The SpokesmanNBC SportsBloombergMental FlossSportsProMedia.com

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