A NOVA CHANCE PARA 5 RUNNING BACKS VETERANOS

A NOVA CHANCE PARA 5 RUNNING BACKS VETERANOS

A offseason começou bem movimentada, em especial, para os principais corredores da Liga. Ao longo das primeiras semanas, foram muitas notícias, com especulações a respeito do futuro de jogadores como  Marshawn Lynch e Adrian Peterson. Agora que o clima acalmou, quase tudo está decidido e com a mudança de uniforme confirmada para diversos RBs, resta saber  como será a adaptação aos novos times.

Nós fizemos algumas análises do que esperar dos 5 grandes running backs que mudaram de time para a próxima temporada. Confira: 

1) Marshawn Lynch, Oakland Raiders

Marshawn Lynch nasceu e cresceu em Oakland e seu sonho sempre foi defender o time da cidade. Agora, ao que tudo indica, deixou sua aposentadoria e trará muitas alegrias para os torcedores locais. Com o anúncio de que o Raiders estaria deixando Oakland, Lynch logo manifestou seu interesse em voltar aos gramados, mas desta vez, para defender as cores preto e prata, não retornando para Seattle, onde teria encerrado a carreira.

Em fevereiro de 2016, quando anunciou aposentadoria, Lynch vinha de uma temporada de números ruins por conta de uma lesão. Jogou somente 7 jogos na temporada regular, mas ainda assim foi starter nos playoffs, inclusive na derrota no Super Bowl para o New England Patriots. Contudo, mesmo após seu afastamento por uma temporada, espera-se que ele volte aos campos em boa forma e obtenha pelo Raiders, os números que conquistou jogando pelo Seahawks.

Desde 2011 quando deixou a franquia de Buffallo para defender Seattle, foram 4 temporadas com mais de 1.000 jardas, 4 indicações ao Pro Bowl e o título de Beast Mode, pois era quase impossível pará-lo. Em 2013, quando foi campeão do Super Bowl, a OL de Seattle havia sofrido algumas perdas por lesões, mas ainda assim, Lynch encerrou a temporada regular com 1.200 jardas e 4 touchdowns.

Importante lembrar que, diferente do Seahawks daquela época, o Raiders possui uma das melhores OLs da Liga, o que é fundamental para um RB, principalmente à medida em que envelhece. Além disso, com Derek Carr no comando, a pressão no jogo corrido diminui, já que o time terá mais opções de jogadas com alvos confiáveis como Amari Cooper e Michael Crabtree. Portanto, preparem-se pois o Beast Mode está de volta e o time do Raiders, mais forte!

2) Adrian Peterson, New Orleans Saints

Assim como Lynch, Adrian Peterson já está  na casa dos 30, idade quando muitos RB diminuem a produtividade e o risco de lesão é mais alto. Por outro lado, diferentemente do mais novo Raiders, Peterson volta de uma lesão no menisco, sofrida em 2016.

Todos sabem o quão produtivo Adrian Peterson pode ser quando saudável. Em 2015, mesmo com a idade considerada avançada para a posição de RB, ele liderou a NFL em jardas terrestres, sendo peça fundamental no ataque do Minnesota Vikings, o que lhe garantiu nomeação ao Pro Bowl daquele ano. Contudo, na temporada passada, não apresentou um bom início, foram 3 jogos e somente 72 jardas, logo, ele ainda é uma grande incógnita.

A grande arma do ataque do Saints é o jogo aéreo, contando com dois RBs, Mark Ingram e o calouro Alvin Kamara que podem ser bem produtivos, diminuindo, com isso, a responsabilidade de conquistar muitas jardas terrestres pelo veterano ex-Vikings. Esperamos um ataque ainda mais forte do New Orleans Saints, mas sem o protagonismo de Adrian Peterson, como alguns torcedores acreditam.

3) Eddie Lacy, Seattle Seahawks

O Seattle Seahawks esperava, nessa offseason, melhorar o seu ataque e torná-lo mais explosivo do que na temporada passada, sem o Beast Mode e com uma fraca OL. A franquia começou pelo jogo corrido e entrevistou vários RBs veteranos até decidir por assinar com Eddie Lacy, outro ponto de interrogação.

Em geral, o que se vê é que seu bom desempenho depende do seu peso. A produção dele diminuiu ao longo das últimas quatro temporadas na NFL. Ano passado, jogou somente 5 jogos por conta de uma lesão. Em 2015, jogou 15 jogos com a camisa do Packers e conquistou 758 jardas, número abaixo do que se esperava dele, considerando as duas últimas temporadas em que conseguiu ultrapassar a marca das 1.000 jardas.

Lacy, mesmo em forma, é conhecido por ser forte e quebrar tackles com facilidade, o que pode ser fundamental para a fraca OL de Seattle. Com um QB mobile e o RB CJ Prosise, mais experiente, o jogo de Lacy deve se encaixar perfeitamente no time de Pete Carroll.

4) Jamaal Charles, Denver Broncos

Assim como o Seahawks, o Broncos enfrentou problemas com a OL na temporada passada, o que levou o time a buscar reforços, não somente com o Draft, mas também com contratações de peso, como o ex-Cowboys Ronald Leary e o ex-Raiders Menelik Watson. O acordo de 1 ano com o RB Jamaal Charles fechou com chave de ouro um ataque mais produtivo para a temporada 2017.

Charles é um jogador veloz e pode trazer uma variedade de jogadas para a equipe de Denver. Mesmo com um histórico de lesões nas últimas duas temporadas – foram somente 8 jogos disputados – ele deverá dividir jogadas com CJ Anderson, o que traz mais opções de playbook, uma vez que Anderson tem mais habilidade para receber passes e bloquear, enquanto Charles é mais explosivo.

5) Latavius Murray, Minnesota Vikings

Com a saída de Adrian Peterson, Latavius Murray teria tudo para se tornar o RB1,  contudo, isso agora dependerá da atuação do calouro Dalvin Cook. 

Para esta temporada, o Vinkings procura fortalecer seu jogo corrido e melhorar a linha ofensiva, trazendo Murray, um jogador versátil, consistente e paciente. Junto com a excelente OL de Oakland, ele foi por muito tempo, uma arma decisiva no ataque, exceto no ano passado em que obteve 4,1 jardas por tentativa.

Sua temporada, no entanto, dependerá da atuação de Dalvin Cook, uma promessa do último Draft. Provavelmente, Mike Zimmer irá revezar os dois jogadores na posição para tomar a decisão de quem merece o título de RB1. No momento em que foi contratado, Murray foi, sem dúvida, a melhor aquisição para o Vikings.

O jogo corrido de um time é extremamente importante, uma vez que dá mais opções de jogadas e não fica limitado ao braço do seu QB. Logo, será interessante observar a adaptação de cada jogador e como será o jogo corrido de cada uma dessas franquias.

Muitos dos times citados estão quase completos e chegaram perto da pós-temporada, sendo assim quem sabe não era um RB com a habilidade o que faltava para essas franquias irem mais longe?

Fontes: (ESPN, NFL, Pro Football Reference)

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